Ancine renomeia servidores acusados na Justiça de conluio contra ex-presidente

GUSTAVO FIORATTI
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 24.01.2018: Presidente da Ancine, Christian de Castro, durante seminário sobre vídeo on demand no MIS, em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Afastados, em agosto, por ordem judicial, dos cargos que assumiam na Ancine (Agência Nacional do Cinema), os servidores Magno Maranhão e Juliano Vianna foram renomeados nesta semana e voltam a fazer parte do quadro da agência.

Eles são acusados de participar, junto com outros servidores e com o então presidente da instituição, Christian de Castro, de um esquema para difamar a diretora Débora Ivanov em 2017. Na época, ela era diretora-presidente da agência.

A intenção, segundo a acusação, era abrir caminho para que Castro assumisse a liderança da agência. Ele foi nomeado no ano passado. A ação cita Sérgio Sá Leitão, na época ministro da Cultura e hoje secretário da Cultura do Estado de São Paulo, como réu participante do conluio.

Christian é o centro da investigação. Ele pode responder por enriquecimento ilícito, dano ao erário e improbidade administrativa. Uma liminar determinou, em novembro, o bloqueio de bens dos servidores e também de Castro em um limite de até R$ 365 mil. 

A reportagem tentou contato com Castro por telefone e mensagem eletrônica, mas sem sucesso.

Sá Leitão diz que não há prova nos autos que demonstre conexão dele com os fatos descritos. "Trata-se de uma clara perseguição política", diz. A reportagem não localizou Maranhão e Vianna até a noite desta quarta (18).