Ana Paula Tabalipa sobre machismo: "Tenho quatro filhos, com três pais diferentes. Isso assusta"

Giselle de Almeida
·3 minuto de leitura
A atriz Ana Paula Tabalipa. Foto: reprodução/Instagram/anapaulatabalipaoficial
A atriz Ana Paula Tabalipa. Foto: reprodução/Instagram/anapaulatabalipaoficial

Com a paralisação das gravações da novela “Gênesis”, da Record, Ana Paula Tabalipa tem sido mãe em tempo integral na quarentena. A atriz de 41 anos, que mora sozinha com os quatro filhos no Recreio, bairro da Zona Oeste do Rio, conta que cuida da casa e “dá bronca” para que eles ajudem nas tarefas domésticas, além de se desdobrar no acompanhamento das aulas online. E desabafa sobre o machismo que sofre por sua configuração familiar.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 minuto e receba todos os seus e-mails em um só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook e Twitter, e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário

“As pessoas me chamam de louca primeiro porque eu falo o que penso; acho que estou sendo superfofa e estou sendo grossa. Essa ideia de loucura vem com um certo machismo. Tenho quatro filhos, com três pais diferentes e sou mulher. Se fosse o contrário, não iria assustar as pessoas. Mas sendo uma mulher, isso assusta e as pessoas levam para esse lado da loucura. Acaba atraindo também quem pensa que eu sou assim”, afirmou, em entrevista à revista “Quem”.

Leia também:

Ana Paula é mãe de Lui, 19 anos, fruto do relacionamento com o baterista João Viana, filho do cantor Djavan; de Pedro, de 16, e de Tom, de 15, com o artista plástico Philippe Gebara; e de Mia, de 5, com o ortopedista Marco Lages. Hoje ela está no começo de um namoro com um colega de profissão, depois de dois anos sozinha: “Não me incomodava, não sentia falta de nada, tinha beijo na novela”.

A atriz, que estourou na TV como a Tainá de “Malhação”, em 1995, explica que a rotina em casa mudou agora que não tem mais um contrato longo com a Record e passou a ser convocada por obra. “Com salário fixo era mais fácil; tinha motorista, empregada, faxineira, era mais fácil programar a vida. Agora não tenho mais. Passei para despesa mínima. Teve época em casa sem TV a cabo, ficou só Netflix. Hoje tem tudo, Amazon, Globoplay”, contou.

O jeito foi se adaptar à nova realidade e ensinar aos filhos a se virar. “Esquece ter casa limpa e arrumada como foi um dia. Não foi uma opção, aconteceu na vida, e obviamente que sinto falta de alguém para ajudar, mas já estou acostumada. As pessoas quando vêm aqui em casa eu nem falo ‘desculpa a bagunça’, porque a casa é assim e está tudo certo”, resumiu.