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Ana Maria Braga assume racismo em comentário e pede desculpas: "Não se repetirá"

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Ana Maria Braga usou o fim do 'Mais Você' desta quinta-feira (23) para se desculpar após uma fala racista na qual usou a expressão "inveja branca".

A apresentadora explicou que leu os argumentos das críticas nas redes sociais e percebeu que de fato errou, afirmando que não cometerá o mesmo erro novamente.

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"Eu fiz um comentário aqui sobre inveja, e teve gente da comunidade negra que se sentiu ofendido. Eu li os argumentos e quero agradecer, porque vi que as pessoas têm razão. Pessoas que tem um RG mais antigo como o meu às vezes usam expressões que fizeram parte de outro mundo. Eu faço questão de pedir desculpas, porque com isso eu aprendo. Vejo uma oportunidade de aprendizado. Espero que sumam rapidamente esses vícios de linguagem. Não se repetirá", garantiu a apresentadora.

Entenda o caso

Ana Maria Braga voltou a causar polêmica ao usar uma expressão racista durante o 'Mais Você'. A apresentadora conversava com o jornalista Fabrício Battaglini sobre uma plantação no interior de São Paulo, quando afirmou que estava com inveja do colega por estar conhecendo um local tão lindo.

"Tem alguns momentos, não quando vocês passam perrengues, eu fui repórter de rua e morro de inveja, inveja boa, inveja branca de estar aí onde está", afirmou Ana Maria Braga.

"Inveja branca" é um termo racista, já que associa a cor branca a algo obrigatoriamente positivo, puro, inocente. A expressão reforça estereótipos racistas que fazem correlações entre a cor preta e sensações e sentimentos negativos.

Esta não é a primeira vez que Ana Maria se utiliza de discursos racistas ao vivo na Globo. Em março, a apresentadora precisou pedir desculpas após o público se revoltar com uma fala sua que legitimava a ideia falsa de "racismo reverso", como se fosse possível que a população preta, vítima de escravidão e colonização, exercesse qualquer tipo de opressão em relação à supremacia branca. Mesmo após o fim da escravidão no papel, a população negra continuou sofrendo com a impossibilidade de inserção igualitária na sociedade brasileira, e a falta de oportunidades de emprego e o racismo estrutural podem ser vistos até hoje no desequilíbrio de acesso, marginalização das periferias e um número de 83% dos presos negros no sistema carcerário.

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