Ana Hikari sobre consciência racial: "Só descobri que sou amarela na faculdade"

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Foto: Reprodução/Instagram/@anahikari
Foto: Reprodução/Instagram/@anahikari

Ana Hikari é descendente de asiáticos, mas o racismo contra pessoas amarelas ainda é um assunto, digamos, novo para ela. A atriz, que tem 25 anos, conversou sobre o tema com o Yahoo! em uma live na noite desta quinta-feira (27). Na ocasião, a intérprete de Tina, de ‘Malhação Viva a Diferença’, contou que demorou para entender que nunca foi uma mulher branca.

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“Muitos acham que só existem brancos e pretos. Ou você é negro ou você é branco. Mas entre esses dois lados existe uma diversidade de identidades raciais que não são faladas e uma delas é a minha. Eu sou amarela, sou brasileira com descendência asiática e, mais especificamente, uma descendência do leste asiático. O continente é grande e muitas pessoas falam como se fosse tudo uma coisa só”, explica a artista.

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Racismo contra pessoas amarelas, de fato, não é um assunto muito discutido. Hikari só entendeu o seu lugar, raça e ancestralidade na faculdade. “A gente criou um coletivo feminista no final de 2013 e comecei a ir para as reuniões. Existiam muitas pautas sobre feminismo negro e quando comecei a ouvir, pensei: ‘O que está acontecendo comigo? Por que estou me identificando com as pautas de feminismo negro?’. Aí entendi que o recorte racial dentro do feminismo me contemplava porque eu não era branca”, diz ela.

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Comentários pejorativos e falta de representatividade são exemplos de como o racismo contra asiáticos é traduzido, segundo Hikari. Apesar disso, ela afirma que não dá para comparar o sofrimento entre pessoas pretas e amarelas. Foi através da resistência de negros e indígenas, inclusive, que o espaço para a discussão do racismo contra asiáticos foi conquistado.

“Uma pessoa amarela nunca vai sofrer o que uma pessoa negra sofre. A maneira como o racismo se apresenta na vida de uma pessoa negra é muito mais brutal e violento. Racismo estrutural não é leve. O resultado dele é o genocídio de toda uma população. Eu sei que nunca vou viver isso, mas também não sou uma pessoa branca e nunca vou ser vista como uma pessoa branca... Nos últimos anos, quantas protagonistas de descendência asiática vocês viram em uma novela?”, questiona a global.

Confira o bate-papo completo:

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