Ana Furtado lembra tratamento contra o câncer: "Houve momentos de dor no palco"

Ana Furtado. Foto: reprodução/Instagram/aanafurtado

Curada de um câncer de mama, descoberto em março de 2018, Ana Furtado lembra cada detalhe do tratamento. A apresentadora do “É de Casa” admite que foi desafiador conciliar essa fase com o trabalho.

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“Houve momentos difíceis, de dor no palco, mas não me arrependo. Passei por um processo que muita gente nem percebeu e pensava: ‘ela é paciente oncológica mesmo?’”, afirmou, em entrevista à revista “Ela”, do jornal “O Globo”.

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Ao perceber um cisto palpável na mama esquerda, Ana repetiu os exames de rotina e quis fazer biópsia. “Recebi do laboratório o resultado: carcinoma não invasivo. Coloquei a expressão no Google e apareceu câncer. Liguei para a médica e perguntei: ‘O que eu tenho é câncer?’”, lembrou.

A carioca de 46 anos disse que teve dúvidas se contaria sobre a doença para o público, porque não queria ser vitimizada. “Mas uma das primeiras amigas com quem falei — e que me ajudou muito — foi Ana Maria Braga. Ela disse: ‘Conta, sim. Você receberá uma onda de amor que fará toda a diferença’. Depois, pensei: ‘Sou muito ingênua. Estou me tratando no (hospital Albert) Einstein, entro pela porta da frente. Em algum momento, alguém vai descobrir e contar uma história errada’. Aí decidi fazer um vídeo no Instagram”, justificou.

Durante a quimioterapia, a apresentadora, vaidosa assumida, usou uma touca que resfriava o couro cabeludo para evitar a queda de cabelo e recorreu aos cílios postiços para aparecer na TV. “Angelina Jolie (que retirou os dois seios de forma preventiva) foi uma mulher de coragem, mas se eu soubesse que tinha grandes chances de ter a doença, também teria essa atitude. Na época, pensei: “Ela é louca”. Mas está certa, quer ver os filhos crescerem. Essa é a força que carreguei”, disse ela, que também passou a fazer terapia.

O apoio do marido, o diretor de TV Boninho, com quem é casada há 23 anos, e da filha, Isabella, de 12, foram fundamentais no processo.

“Quando eu perdia cabelo, ele imediatamente transformava o momento em algo positivo e me elogiava. Não me senti desamparada, e isso não é a realidade de muitas mulheres”, afirmou Ana, que contou para a filha sobre o câncer após a cirurgia. “Foi muito guerreira ao meu lado, pediu para ir a uma sessão de quimio comigo. E foi, com a minha mãe, no último dia do tratamento, na radioterapia”, contou.