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Ana Beatriz Godoi

Foto: Iwi Onodera/ Yahoo! Brasil

Ana Beatriz Godoi estreia na Rosas de Ouro: “Não paguei para ser rainha, mas não vejo nada de mal"

Por Felipe Abílio (go_abilio

Ana Beatriz Godoi é o nome escolhido para brilhar na avenida como rainha de bateria da Rosas de Ouro no Carnaval deste ano. Há quase duas décadas desfilando no Anhembi com passagens pelas escolas Turucuvi, Barroca, Império Serrano e Vila Maria, a jornalista desistiu de se aposentar para aceitar o convite da escola — ano passado ela havia declarado que sairia do carnaval para engravidar.

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“Comecei há 17 anos na Rosas de Ouro, o presidente da época, Eduardo Basílio, me viu na quadra e me convidou para desfilar. Comecei como rainha da escola, representando a corte. A Rosas é a escola da comunidade da minha mãe, escutava samba, ia na quadra nos ensaios, foi ali que comecei a aprender a sambar”, relembra. “Mas ainda tenho planos de engravidar”, disse ela, que é casada há seis anos com um empresário do ramo alimentício.

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De volta a suas origens após quase uma década e meia, Ana sabe bem a responsabilidade que assumiu ao aceitar o convite. Ela é a sucessora de ninguém menos que a atriz Ellen Rocche, que ocupou o posto de rainha da bateria por 13 anos

“Ela tem muito carisma, a comunidade adora ela. Entendo que existia uma identificação, as pessoas batiam o olho e esperavam a Ellen, então a responsabilidade é bem maior”, afirma. “Mas estou adorando, é muito diferente, não fazia ideia que seria assim. Tenho mil compromissos.” 

Apesar de velada, uma prática bastante conhecida, tanto no Carnaval de São Paulo quanto no do Rio de Janeiro, é a de pagar pelo posto mais alto dentro das agremiações. O valor pode chegar até R$ 100 mil reais, e celebridades como Valesca Popozuda já admitiram ter entrado no Carnaval através da negociação. Ana garante que não investiu dinheiro para vir à frente dos ritmistas, mas que não vê problema nisso. 

“Não paguei pela Rosas de Ouro, mas não vejo nada de mal. Ajudo a escola de outro jeito, ajudo com alimentação da bateria, da ala mirim, por exemplo. Para mim, é uma satisfação enorme poder ajudar a escola. Não paguei para ser rainha, mas se tivesse que pagar tudo bem. Acho muito legal e um orgulho se a rainha tem e pode ajudar a escola de alguma forma.”

Diferente de várias musas que usam o carnaval para se projetar na mídia e lucrar com a fama, Ana conta que quer distância dos holofotes após a folia. “A minha paixão pelo Carnaval independe de ser famosa. Sou do lar, e é só nessa época do ano apareço mesmo. Gosto de cuidar da minha casa, ter minhas coisas e é até um acordo que eu tenho com meu marido. Assim que acabar o feriado vamos para a Grécia.”

Na avenida

Trazendo o samba-enredo “Tempos Modernos” para a avenida, a escola vai explorar a relação do homem com a tecnologia. Ana Beatriz pretende surpreender a todos com uma fantasia cheia de tecnologia.

“Venho pesada. A fantasia do ano passado pesava 34 quilos, e a deste ano será parecida. Não uso penas, então uso muita pedraria. Vai ser tecnológica e totalmente dentro do enredo. A bateria vem representando a tecnologia 5G e eu estou dentro disso. Gosto de investir nos meus looks para essa época do ano, minha fantasia paga um carro.”

A jornalista decidiu parar de usar penas e materiais provenientes de animais em suas fantasias após enfrentar uma polêmica em 2018, quando era madrinha de bateria da Vila Maria. Na época, ela foi duramente criticada por Luisa Mell por ter usado mais de 3 mil penas de faisão em sua fantasia, e foi linchada virtualmente pelos fãs da ativista.

“Fui estudar e entender o porquê dos ataques, recebi cinco mil mensagens, foi um linchamento virtual e não sabia a razão. Me fizeram ameaças, foi forte. Fui entender e escolhi nunca mais usar penas”, revela.

Agradecimentos

Maquiagem: Karine Franson

Atelier: Espaço Luz

Locação: Sputnik Bar

Foto: Iwi Onodera