Análise: Tite roda seis atacantes, mas Brasil mostra falta de poder de criação sem Neymar

Vini Jr, Raphinha e Richarlison no primeiro tempo. Depois Rodrygo, Antony e Gabriel Jesus no segundo. Tite rodou seis dos nove atacantes no jogo contra a Suíça, mas ainda assim o Brasil demonstrou falta de repertório ofensivo e de criação. Foram apenas nove finalizações. Coube a Casemiro aparecer na área nos minutos finais para decretar a segunda vitória da seleção na Copa do Mundo. Apenas Martinelli e Pedro não entraram no jogo dentre os nove convocados, sem falar em Neymar, lesionado, que assistiu à partida do hotel da seleção enquanto fazia tratamento. O camisa 10 fez muita falta justamente por ser o jogador que carrega o time à frente no último terço do campo.

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Se na estreia contra a Sérvia o trio de frente funcionou abastecido pelo camisa 10, desta vez houve um deserto de ideias do meio para frente. Paquetá foi mal e acabou substituído, Fred não funcionou como um jogador que apoia pelo lado direito, e Vinícius Jr e Raphinha não tiveram o jogo em profundidade tão potencializado assim, embora Vini tenha sido mais uma vez importante para levar o time até o gol.

Depois de dois gols no primeiro jogo, Richarlison voltou a sofrer com a falta de espaço e chances para conclusão. Não havia um meia articulador capaz de deixar os homens de frente em condições mais claras de finalizar. Tite assinou o recibo de que errou ao optar por Fred e colocou Rodrygo no intervalo. Mas sacou Paquetá, que havia se sentido mal nos últimos dias com uma suspeita de virose. O atacante deu outra intensidade ao Brasil, se aproximou de Vini JR, e o jogo seguiu fluindo por ali.

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A segunda escolha para o ataque foi Gabriel Jesus, no lugar de Richarlison. Pedro nem aqueceu em um primeiro momento, justamente quando a partida se desenhava para um abafa com bolas alçadas na área da Suíça. Com Bruno Guimarães no lugar de Fred, Tite ajustou uma transição mais qualificada, e o volante fez o meio-campo subir de produção ao lado de Casemiro.