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Mulher processa seu antigo empregador depois que foi demitida por se recusar a trabalhar de sutiã

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Segundo informações, uma garçonete foi demitida por se recusar a usar sutiã para trabalhar [Foto: Getty]

Uma garçonete está processando seu antigo empregador por violação dos direitos humanos após uma mudança “sexista” no código de vestuário dizer que ela deveria usar sutiã para trabalhar.

Christine Schell, 25, do Canadá, parou de usar sutiã há três anos por razões de conforto e saúde.

Segundo o Daily Mail, quando ela começou a trabalhar como garçonete no Greenside Grill, no Osoyoos Golf Club, em maio deste ano, os clientes reclamaram que ela estava sem sutiã, e isso levou à introdução de um novo código de vestuário.

O código dizia que “as mulheres devem usar uma blusa ou sutiã sob a camisa do uniforme”.

Mas, por ter se recusado a assinar, Schell foi demitida pouco depois.

Falando à CBA News sobre o incidente, Schell disse que escolheu trazer o caso para o Tribunal de Direitos Humanos ao notar que os homens não tinham restrições equivalentes em seu código de vestuário.

“É uma regra baseada no gênero, sendo portanto uma questão de direitos humanos”, disse ela. “Eu tenho mamilos, os homens também.”

Embora ela ainda esteja esperando pelo resultado de sua reclamação para descobrir se usar sutiã seria um requisito de trabalho justificável, Schell espera elucidar a questão dos códigos de vestuário no local de trabalho.

“Isso não afeta a capacidade de ninguém de realizar o seu trabalho”, disse ela.

As mulheres podem ser obrigadas a usar sutiã para trabalhar? Foto: Getty

Não é a primeira vez que o constrangimento sobre usar sutiã no trabalho chega às manchetes.

No ano passado, a garçonete Kate Hannah, de 22 anos, escreveu nas mídias sociais uma publicação com palavras duras, após ser demitida por não usar sutiã em seu trabalho em um pub.

Publicando uma foto que mostrava exatamente o que ela usara para trabalhar (uma camiseta cinza, só para constar), Hannah escreveu: “Ontem, uma observação sexual inapropriada foi dirigida a mim pelo irmão de meu gerente.”

“Eu me senti desconfortável, tratada como um objeto e chocada com o acontecido. Infelizmente, [o gerente] achou por bem lidar com a situação dizendo que eu não posso continuar trabalhando ali, a menos que esteja usando sutiã.”

Hannah disse que a experiência no Bird and Beer, em Beverley, Yorkshire, a deixou “sentindo-se envergonhada com o próprio corpo e completamente chocada”.

“Estou completamente enojada com a flagrante falta de respeito pelo meu direito, como mulher, de vestir o que me deixa confortável. Ninguém deveria sentir a necessidade de se esconder para evitar comentários / comportamentos sexuais indesejados”, finalizou.

Em resposta às alegações, o antigo empregador de Hannah divulgou a seguinte declaração: “Podemos confirmar que nenhum funcionário foi demitido da empresa sob tais alegações”, escreveu o restaurante.

E, em 2016, Nicola Thorp, 27 anos, de Londres, foi mandada para casa de seu emprego temporário na PwC por ir para o escritório da empresa de sapatos baixos, em vez dos saltos exigidos.

“Expressei minha confusão sobre o motivo [de eu ser afastada do trabalho] e eles explicaram que os sapatos baixos não fazem parte de seu código de vestuário para as mulheres”, disse ela ao Evening Standard.

“O supervisor [da Portico, empresa para a qual a PwC terceiriza seus serviços de recepção] me disse que eu seria mandada para casa sem pagamento, a não ser que eu fosse à loja e comprasse um par de saltos com 5 a 11 cm. Eu me recusei e fui mandada embora.”

Mas, em vez de apenas reclamar do insulto, Thorp está tomando as medidas cabíveis e fazendo campanha para que seja ilegal forçar as mulheres a usar saltos – ou maquiagem – para trabalhar.

Desde então, ela lançou uma petição no site do Parlamento pedindo pelo fim dessa injustiça sexista.

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