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Estudos mostram que privação do sono é mais perigosa do que imaginamos

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Crédito da imagem: ULTRA F – Getty Images

Se seu cérebro costuma decidir que a hora de dormir é o momento perfeito para bombardear a sua cabeça com todas as preocupações de trabalho, relacionamentos e finanças, talvez seja o momento de avaliar o impacto que a falta de sono está causando na sua saúde.

Não estamos falando daquelas olheiras enormes, e sim da forma como a privação de sono afeta o seu coração.

De acordo com diversos novos estudos apresentados em uma reunião do European Study of Cardiology na semana passada, o costume de dormir muito pouco – ou dormir demais – está associado a um aumento significativo no risco de desenvolver problemas cardíacos, incluindo artérias endurecidas, ataques cardíacos, derrames, insuficiência cardíaca, entre outros.

Crédito da imagem: Marco Poggioli / EyeEm – Getty Images

Em um comunicado de imprensa, o Dr. Epameinondas Fountas, um dos autores da meta-análise sobre a melhor quantidade de horas de sono para a saúde do coração, disse: “Nós gastamos um terço de nossas vidas dormindo, mas sabemos pouco sobre o impacto desta necessidade biológica no sistema cardiovascular”.

Fountas e sua equipe analisaram 11 estudos com mais de 1 milhão de participantes, e os resultados mostram o quanto é importante priorizar o sono para favorecer a saúde, além da alimentação saudável e da prática de exercícios.

Embora todos saibam que os especialistas no assunto recomendam entre sete e nove horas de sono por noite, os autores da meta-análise descobriram que, para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, o ideal é dormir aproximadamente entre 6 e 8 horas.

Uma quantidade de horas menor do que esta, está associada a um aumento de 11% no risco de morte decorrente de doença arterial coronariana ou derrame ao longo dos nove anos subsequentes. E uma quantidade maior, aumenta o risco em 33%.

Outro estudo relacionado ao sono apresentado na conferência envolveu pessoas usando um monitor cardíaco por uma semana para analisar seus padrões de sono. Os pesquisadores descobriram que pessoas que dormiam menos de seis horas por noite, ou que acordavam com frequência, apresentavam um índice 27% maior de aterosclerose (endurecimento das artérias que pode contribuir para a presença de insuficiência cardíaca, derrame ou aneurisma).

Enquanto isso, em um estudo envolvendo 798 homens de meia idade de Gotemburgo, na Suécia, os participantes forneceram informações sobre o quanto eles dormiam em 1993. Vinte anos mais tarde, os homens que dormiam menos de cinco horas por noite apresentaram um risco duas vezes maior de eventos cardiovasculares, um aumento comparável com os efeitos do cigarro ou da diabetes.

Embora estes estudos pareçam assustadores, é importante ressaltar que eles mostram apenas que a privação de sono e os problemas no coração podem estar ligados, mas não necessariamente têm uma relação de causa e efeito.

Além disso, a falta de sono também foi associada a diversos outros problemas de saúde, desde obesidade até doenças de saúde mental.

“Mais pesquisas são necessárias para esclarecer o porquê, mas sabemos que o sono influencia processos biológicos como o metabolismo da glicose, a pressão arterial e a inflamação – aspectos que têm um impacto na saúde cardiovascular,” disse Fountas.

Katie O’Malley

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