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Essa mulher de 20 anos fotografou suas cicatrizes de queimadura para empoderar as mulheres

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Para muitos, o último verão do ensino médio é uma ótima oportunidade para recuperar o tempo perdido de sol, ganhar uma grana extra e determinar quais serão os próximos estágios da vida pós colégio. Mas não foi bem assim para Isabella Fernandes. Seu vestido pegou fogo quando estava cozinhando macarrão em casa, causando queimaduras graves em seu braço, tórax e axila.

Em uma tarde de julho, quando Isabella tinha 17, ela se viu olhando no espelho enquanto esperava a ambulância chegar. O alarme de incêndio estava tocando, seu cabelo estava chamuscado e havia um forte cheiro de carne queimada. As áreas afetadas estavam vermelhas, quentes e sensíveis – mas só mais tarde ela iria perceber a gravidade do incidente.

Isabella trabalhava em uma butique não muito longe de sua casa, em Ladbroke Grove. “Eu me lembro de estar no hospital e pedir que minha mãe avisasse na escola que eu estava doente, achando que eu voltaria para lá mais tarde,” disse ela. Em vez disso, ela passou todo o verão hospitalizada, o que para ela “pareceram anos”. O incidente a deixou com cicatrizes permanentes e mudou sua relação com seu corpo. As operações “traumáticas e difíceis” depois do fogo incluíram um enxerto de pele, que retirou pele da sua perna para repor a pele danificada em seu braço. Isso foi emocionalmente mais traumático para ela do que a queimadura em si, pois foi propositalmente infligido, em vez de ser um acidente. “Eu simplesmente não olhava como minhas pernas ficaram, e elas eram a parte favorita do meu corpo”, ela explicou.

Fotografado por Sophie Mayanne para Behind the Scars

Depois de voltar para casa, Isabella viu um recrutamento aberto para o elenco de Behind The Scars, um projeto da fotógrafa Sophie Mayanne, que trabalhava com cicatrizes – e as histórias por trás delas – em todas as suas formas. O projeto da fotógrafa não só desafiava as percepções padrões de beleza e perfeição, como também dava às pessoas uma oportunidade de compartilharem suas experiências pessoais. Para a jovem, o projeto lhe deu a oportunidade de reavaliar suas emoções a respeito das queimaduras: “Isso se tornou uma nova maneira de me olhar e me aceitar. É algo legal para se pensar, em vez de ver as cicatrizes e associá-las à dor ou ao hospital.”

Antes do ensaio, Mayanne se sentou com Isabella para discutir sobre o que tinha acontecido com ela. Apesar de já ter sido modelo com suas cicatrizes para uma amiga, as fotos de Mayanne tiveram um peso maior para ela pois lhe davam a sensação de que sua experiência era tão importante quanto as fotos. Sua história foi divulgada junto com suas fotos no Instagram.

As fotos tiveram muitos olhares positivos, mas compartilhá-las online foi o suficiente para que Isabella se sentisse empoderada e no controle. “É amável, mas o reconhecimento foi de mim mesma. Eu me senti confortável o bastante comigo mesma para fazer o ensaio e compartilhá-lo online.” Apesar de já ter sido modelo com suas cicatrizes para uma amiga, as fotos de Mayanne tiveram um peso maior para ela pois lhe davam a sensação de que sua experiência era tão importante quanto as fotos. Sua história foi divulgada junto com suas fotos no Instagram. Agora, com 20 anos, Isabella ainda continua a ser tratada devido ao transtorno do estresse pós traumático (TEPT) após o incidente com as queimaduras, mas ainda posa como modelo, não deixando suas cicatrizes definirem quem ela é.

Precious Adesina

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