Amor via internet: conheça a história de dois casais que se conheceram online

Eles se conheceram pela internet e aplicativos de celular (Foto: Reprodução/Instagram)

Em pleno 2019, ainda existem aqueles que acham que conhecer pessoas online é motivo de vergonha. Só que não! Nas últimas semanas vimos surgir no Twitter uma corrente de usuários agradecendo as redes sociais e os aplicativos como o Tinder por ajudarem no processo de conhecer os respectivos namorados ou namoradas.

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Ana Pires Medeiros, por exemplo, é estudante, e conheceu Arthur pelo Twitter. "Ele era amigo de uma amiga minha, vivia vendo tweets dele na timeline e o achava muito inteligente e legal. Logo quando o chamei já criamos assuntos sobre coisas em comum", explica ela ao Yahoo Vida e Estilo.

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Para ela, o que ajudou no processo foi, ela mesma, ser mais aberta e "descarada", como diz - ao contrário de Arthur, que é mais tímido e fechado. A conversa que começou online logo passou para o offline: "Nos encontramos numa hamburgueria que chamamos de 'nossa' até hoje. Foi bem divertido. Como já tínhamos conversado antes, a conversa fluiu como amigos de tempos".

Oficialmente, o relacionamento de Ana e Arthur já dura 11 meses, mas o casal está junto há quase um ano. Ela, inclusive, explica que não vê problema nenhum em ter conhecido o namorado pela internet - e que essa é uma tendência que promete crescer ainda mais daqui para a frente. "Com a tecnologia, é bem capaz que isso aconteça cada vez mais. Não rola algum desconforto sobre isso, eu acho inclusive muito legal ver nossa primeira conversa e mostrar para todos".

Para a jovem, esses encontros virtuais devem ser encarados não com estranhamento, mas com normalidade, já que a tecnologia veio para fazer parte e facilitar a vida das pessoas. Ana acredita também que esse é um hábito que pode ser treinado para se tornar cada vez mais comum - e, de fato, conhecer pessoas novas pela internet não é difícil -, mas aqueles que ainda preferem os meios tradicionais, podem recorrer a bares e festas para encontrar alguém.

O aplicativo que virou tatuagem

Marcela Cristina também conheceu a atual namorada, Isabella, pela internet. Na verdade, ela contou com a ajuda com do Tinder, que tem como objetivo, justamente, promover encontros entre as pessoas.

A primeira interação das duas aconteceu há pouco mais de dois anos, em agosto de 2017. "Nós demos match no aplicativo, e eu mandei: 'Deus abençoe esse match', e aí começou tudo… No começo, foi um tanto complicado porque nossos horários não batiam, então eu respondia em um horário, e ela respondia em outro, e assim foi até que um dia ela mandou mensagem de madrugada falando 'Parece que os nossos horários estão bem descombinados, hein'. Eram 2h da manhã e, por incrível que pareça, eu estava online e respondi 'Lógico que nossos horários não estão descombinados, olha eu aqui', e nisso conversamos a madrugada inteira", explica ela.

Curiosamente, as duas não tiveram um primeiro encontro da forma tradicional. Entre encontros e desencontros, Isabella apareceu na porta da faculdade de Marcella no fim de uma tarde, e ficaram conversando no estacionamento até a instituição fechar. Depois, decidiram ir juntas para um lugar próximo e lá ficaram "em um bar qualquer, tomando litrão em uma quarta-feira".

A tatuagem de Marcela e Isabella (Foto: Divulgação)

O namoro já dura dois anos e o match foi tão forte que as duas fizeram uma tatuagem em homenagem ao aplicativo: uma na mão e a outra na costela, ambas com o símbolo do Tinder. Ou seja, para elas, falar sobre terem se conhecido em um aplicativo de celular não é um problema.

"Na verdade, adoro gritar isso para o mundo, porque rola um preconceito muito grande sobre esses apps, que eles só servem para pegação, e mostrar que também existe amor ali, é demais! Ainda existem pessoas que ficam impressionadas com isso, com o tempo do namoro, com o fato de morarmos juntas, com o fato de ter sido um aplicativo o pivô disso tudo...", diz ela.

A estudante de veterinária ainda explica que não existe um lugar "certo" para conhecer alguém, basta ter a disposição para que isso aconteça: "Já dizia Rihanna: 'nós encontramos o amor no lugar mais sem esperança do mundo'. Acho que não tem muito essa de 'onde', tudo vai da pessoa, do momento, do encaixe, e se for para rolar vai ser numa boate qualquer, numa igreja qualquer ou num aplicativo qualquer. Coisas boas acontecem o tempo todo, basta não duvidar disso".