Amber Heard pede a Johnny Depp documentos provando que ele já foi preso e usou drogas

***ATENÇÃO FOTO DE ARQUIVO*** LONDRES, NA INGLATERRA, 19.01.2015 - O ator Johnny Depp durante o lançamento do seu novo filme Mortdecai, em Londres, na Inglaterra. (Foto: Wenn/FramePhoto/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Amber Heard, 33, ex-mulher de Johnny Depp, 56, exigiu que o ator apresentasse na Justiça um relatório com documentos sobre suas prisões e uso de substâncias ilícitas. Depp disse que se recusa a apresentar tais papeis. 

Ela fez o pedido dos documentos para poder usá-los em sua própria defesa contra o processo que Depp abriu com Heard por difamação, em março deste ano. 

O ator pede uma indenização de US$ 50 milhões (cerca de R$ 188 milhões) por causa de um artigo de 2018 em que a atriz faz insinuações sobre Depp, no jornal Washington Post. No texto, ela descreve a sua experiência como vítima de violência doméstica. Apesar de não citar o nome do ex-marido, o processo alega que o artigo insinua que Depp é o responsável pelas agressões.

Os advogados do ator argumentam que essa implicação de que Depp é um agressor doméstico "é categoricamente e comprovadamente falsa".

O ator se negou a providenciar os documentos, e os advogados de Heard reagiram. "Sr. Depp não pode procurar litigar a verdade das alegações da sra. Heard sobre seu comportamento violento e abusivo enquanto embriagado, insistir em prosseguir sem uma ordem de proteção e depois se recusar a produzir evidências que confirmem a verdade dessas alegações por motivos de relevância e 'privacidade'", afirmo ao site Deadline. 

Roberta Kaplan, advogada da atriz, acredita que ela poderá ser absolvida do processo se provar que as suas falas sobre o ator foram verdadeiras. 

Depp ainda está confiante de que pode vencê-la na corte. "Amber Heard já foi presa sob acusação de violência doméstica e depois pega com declarações gravadas e por dezenas de testemunhas oculares em que acusava Johnny Depp de violência doméstica violenta. Ela terá de encarar esse julgamento", afirmou Adam Waldman, advogado do ator.