Almir Sater tira sarro da história do "Cramulhão" em "Pantanal": "Só ficção"

Gabriel e Almir Sater falam sobre
Gabriel e Almir Sater falam sobre "Pantanal" (Reprodução Globo)

Mesmo sem aparecer "fisicamente", um dos personagens que mais deu o que falar na segunda fase de "Pantanal" foi o Cramulhão, entidade demoníaca que vivia no corpo de Trindade (Gabriel Sater).

O demônio conversou com os demais personagens, fez ameaças, descobriu segredos enterrados do passado de Tenório (Murilo Benício) e continua assombrando o elenco no corpo de Irma (Camila Morgado). Para Almir Sater, que interpretou Trindade na primeira versão de "Pantanal", o que era apenas uma brincadeira nos anos 90 virou uma questão mais séria no remake.

"Eu nunca levei a sério, pra mim era igual colocar uma roupa de capeta e sair pro Carnaval. Nunca levei a sério, é ficção, as pessoas eram mais permissivas antes. Agora, cada um tem seu canal de comunicação e fala do seu jeito, o que gera mais discussão. Antes era mais tranquilo", explicou Almir, que retornou para a nova trama de "Pantanal" como Eugênio, dono da chalana.

Gabriel Sater também falou sobre seu personagem, e revelou que fez uma pesquisa ampla para interpretar Trindade. "Eu vi mais de uns 100 filmes. Era na pandemia, dava tempo de ficar assistindo. Foi uma delícia construir esse personagem".

Mudança no visual

Para viver o ‘malvadão’ do bem de “Pantanal”, Gabriel Sater decidiu emagrecer cerca de 14kg antes de começar a gravar como o peão e violeiro Trindade. Na trama da Globo, ele encarna, às vezes, o Cramulhão, entidade que fez um pacto para tocar viola.

Durante um papo com o UOL, o ator e cantor comentou que nos últimos 15 anos se dedicou mais aos cuidados com o corpo e a saúde, que não era uma prioridade na juventude, graças à sua esposa. “[Ela] abriu os meus olhos por questões de saúde”, avaliou.

Com a chegada da pandemia de Covid-19 e o cancelamento de compromissos, Gabriel ficou sem dieta e ganhou peso, mas se mexeu ao passar no teste e começar a preparação. “De lá para cá, perdi 14 kg de quando comecei o processo até o fatídico dia da estreia de Pantanal", contou.

Quando precisou gravar algumas cenas sem camisa, ele foi surpreendido. “Tive má sorte. Não estava aguardando, esperando dia específico, e fiquei pronto para qualquer dia mesmo. A questão foi que eu fiquei seriamente doente nas semanas que antecederam as cenas sem camisa. Tive que tomar muito remédio, não pude malhar, acabei ficando diferente do que eu estava mesmo", explicou sobre o físico.