Alice Wegmann relembra transtorno alimentar: 'Fazia dieta restritiva'

Alice Wegmann expôs hábitos compulsivos presentes em sua vida desde a infância (Foto: Globo/Victor Pollak)
Alice Wegmann expôs hábitos compulsivos presentes em sua vida desde a infância (Foto: Globo/Victor Pollak)

Resumo da Notícia:

  • Alice Wegmann desabafou sobre transtorno alimentar

  • Com terapia, autoconhecimento e religiosidade, a atriz declarou que hoje se sente estável

  • Artista afirmou estar recuperada e comentou que a mentalidade da sociedade em relação a isso mudou

Alice Wegmann detalhou sua luta contra o transtorno alimentar. Focada em novo trabalho na HBO Max, a atriz contou que ter sido uma criança ansiosa, entre outros fatores, fizeram com que ela desenvolvesse uma compulsão alimentar aos 15 anos. "Fazia dieta restritiva de segunda a sexta e, no fim de semana, 'chutava o pau da barraca', comia muito", revelou em entrevista ao podcast Calcinha Larga.

"O esporte foi um dos fatores, de início, que causou o meu transtorno. Ouvia desde os 6 anos que eu era incompetente, pois não conseguia fazer algum movimento na ginástica olímpica. Tinha que controlar meu peso, subia toda a semana na balança e era uma criança, mas uma criança atleta. Existia o peso ideal e uma comparação com outras meninas", acrescentou.

Alice relatou que na infância chegou a fazer sete horas de exercício por dia. "Por isso era uma criança obsessiva", afirmou ela, explicando que transferiu a fixação do esporte para a comida: "Nunca tive excessos em drogas, sexo, álcool, mas na comida eu tinha muito".

Ainda na entrevista, Alice falou que quando ingressou na televisão, em um de seus primeiros trabalhos, o diretor do projeto disse que ela precisava emagrecer. "Aquilo para uma adolescente ajudou a piorar tudo", destacou.

Alice declarou que com a ajuda de terapia, autoconhecimento e religiosidade, atualmente se sente estável. A artista, no entanto, ressaltou que sua mentalidade em relação ao assunto mudou: "Ainda entramos no camarim e tem alguém falando sobre culpa e comida, não estou generalizando, mas ainda tem gente pensando nisso".