Alexandre Kalil, prefeito de BH, defende compra de vacina contra Covid e diz que politização pode virar 'guerra'

Redação Notícias
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Agência Brasil
Alexandre Kalil, prefeito de BH (Foto: Agência Brasil)

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou nesta quarta-feira (2) acreditar que se o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) não comprar a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, é um “caso muito sério”, podendo virar uma “guerra judicial”.

“Já tenho 2 milhões de seringas compradas e se não comprar é caso muito sério. Isso pode virar uma guerra judicial. Até eu que tenho medo de injeção quero ela. Com isso não se pode brincar”, disse em entrevista à Globonews, referindo-se a politização da vacina, que ficou conhecida como “guerra das vacinas” entre o presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

No entanto, Kalil acredita que o governo Bolsonaro deverá comprar a vacina caso seja comprovado sua eficácia, pois o Brasil tem “vários órgãos para proteger a população”. “Temos o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, vários órgãos para proteger a população do Brasil com atitude”, avaliou.

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Durante entrevista, o prefeito de BH foi questionado sobre a necessidade de ter que “ambientar” no mundo da política. Kalil respondeu que se tornou político sim, mas que “não entregou cargo para ninguém” e que tem se tornou um político porque “quer melhorar a vida das pessoas”.

[...] Eu me tornei um político, eu quero melhorar a vida das pessoas, isso é legal, dá tesão na gente”, afirmou. Fiz de um jeito que Belo Horizonte não fazia. Fiz a política de ponta. Entreguei o que o vereador me pediu na ponta. O vereador trabalhou para ele e para o prefeito. Não troco apoio por cargos e sim por obras. A prefeitura é robusta. São R$ 650 milhões. Adiantamos 13º salário, férias-prêmio que estavam desde 2010 sem pagar. O funcionalismo faz a economia girar”, concluiu.

‘Guerra das vacinas’

Na segunda-feira (30), o nome do prefeito teve destaque após entrevista no Roda Vida. Kalil disse tanto o presidente Bolsonaro quanto o governador de São Paulo, João Doria, estão politizando a questão da compra da vacina contra o coronavírus, pensando em seus interesses eleitorais em 2022.

“Quando um não quer, dois não brigam. Então, foi politizada pelos dois, sim (…) e ai do governante que não comprar (a vacina), por isso que 2022 está longe”, comentou Kalil.

Hoje, durante entrevista na Globonews, Kalil disse estar no jogo para disputar o governo de Minas Gerais ou a Presidência da República e que Belo Horizonte precisa ser representada.

“Não tenho ambição de ser o candidato. Não sento em uma cadeira pensando em outra, mas estou no tabuleiro. BH merece estar nesse jogo. Hoje não temos ninguém querendo. Belo Horizonte está jogada de lado. Minas está muito jogada pela importância que tem para a nação”.