Alexandra Gurgel lembra longo caminho para a autoaceitação: "Comecei a me odiar aos 9 anos"

Giselle de Almeida
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A influenciadora Alexandra Gurgel. Foto: reprodução/Instagram/alexandrismos
A influenciadora Alexandra Gurgel. Foto: reprodução/Instagram/alexandrismos

Resumo da notícia

  • Alexandra Gurgel lembra que ódio ao próprio corpo começou ainda na infância

  • A influenciadora entendeu que precisava ser magra e recorreu a dietas, remédios e lipo

  • Hoje referência para outras mulheres, ela diz que passou a se aceitar apenas com 26 anos

Fundadora do movimento Corpo Livre, a influenciadora Alexandra Gurgel, de 32 anos, hoje é referência para muitas mulheres que buscam aceitar a própria imagem com mais facilidade. Mas nem sempre ser fora dos padrões foi fácil para ela. A preocupação com a magreza começou ainda na infância, e uma consulta com um endocrinologista foi um momento marcante para a carioca.

Do médico, ela ouviu que, se continuasse gorda, ninguém gostaria dela. "Entendi que era feia e precisava ser magra para me tornar interessante", afirmou, em entrevista à revista "Ela", do jornal "O Globo".

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A partir desse momento, Alexandra conviveu com dietas para perder peso, medicamentos pesados e se submeteu a uma lipoescultura aos 23, quando conseguiu "as formas de Kim Kardashian". A transformação radical não impediu uma depressão três meses depois da cirurgia. Segundo ela, por perceber que era desejada somente pela aparência.

Depois de tentar tirar a própria vida, a influenciadora deu a volta por cima, com a ajuda da análise e da leituras de obras feministas.

"Foi muito difícil entender como cheguei àquele ponto. Mas me deu força também porque, depois disso, passei a enxergar cada vez mais motivos para estar viva. Eu comecei a me odiar aos 9 anos e parei aos 26", declarou ela, que lança em breve o livro "Comece a se amar".

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Na entrevista, Alexandra também falou sobre o trauma de um relacionamento abusivo com um namorado seis anos mais velho, com quem perdeu a virgindade de forma violenta, aos 18. Hoje, essa ferida também é página virada e ela vive uma relação saudável com a publicitária Carol Caixeta. 

"Antes de me descobrir lésbica, tentei curar a ferida com homens, porque me achava hétero. Também fiquei mais de oito anos sem transar, por questões religiosas [na juventude, Alexandra cogitou ser freira] e por sentir medo", contou.