PMs e servidores entram em confronto em votação de Reforma da Previdência na Alesp

Policiais da Tropa de Choque da PM foram acionados e bloquearam corredores da Alesp. (Foto: Reprodução/Twitter)

Um confronto entre servidores públicos e a Tropa de Choque da Polícia Militar tomou os corredores da Assembleia Legislativa de São Paulo na manhã desta terça-feira, durante segundo turno da votação da reforma da previdência paulista.

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Manifestantes aglomerados em frente ao plenário Juscelino Kubitschek protestavam para entrar no auditório lotado. Chamados para reforçar a segurança, os policiais atiraram bombas de pimenta contra os servidores, na tentativa de dispersar a aglomeração.

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“Em quatro mandatos, nunca vi a Tropa de Choque dentro da Assembleia”, declarou a deputada Beth Sahão (PT).

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Os manifestantes, por outro lado, reagiram pressionando a porta de entrada do auditório. Houve tumulto e correria. A sessão, que chegou a ser paralisada, foi retomada a portas fechadas durante a confusão. Aprovada em 1º turno em novembro de 2019, os deputados estaduais conseguiram aprovaram, ao fim da manhã desta terça-feira (3), o 2º turno da reforma da Previdência dos servidores públicos do Estado.

“Estamos negociando a saída do choque o quanto antes, para que a polícia da casa, que tem costume de lidar com isso, possa fazer seu trabalho”, declarou o deputado Teonílio Barba (PT).

Representantes da oposição e de categorias de servidores públicos, como professores e agente penitenciários, reuniram-se desde as seis da manhã na Assembleia. Mais de 40 ônibus com profissionais chegaram ao local para o ato de protesto contra a reforma.

A expectativa era que a votação acontecesse à noite, como no primeiro turno, em 18 de fevereiro. Mas na segunda, o presidente da Alesp, Cauê Macris, marcou a sessão extraordinária sobre o tema para as 9h15 desta terça.

“Nós fomos pegos de surpresa pelo que consideramos um golpe do presidente da casa para desmobilizar nosso ato. Mas não funcionou. Temos dezenas de ônibus que vieram e mais que virão à tarde. Em cidades como Mauá acreditamos que 90% dos professores paralisaram em apoio à causa”, contou a professora Flávia Bischain, diretora da Apeoesp, sindicato dos professores do estado de São Paulo.

da Agência O Globo