Globo estreia Pantanal exatos 32 anos após trama original; veja curiosidades

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. Alanis Guillen, viverá a nova Juma Marruá na história (foto: reprodução / tv globo)
. Alanis Guillen, viverá a nova Juma Marruá na história (foto: reprodução / tv globo)

Resumo da Notícia:

  • 'Pantanal' é uma das maiores apostas da TV Globo para 2022 e é escrita pelo neto de Benedito Ruy Barbosa

  • A emissora já gravou todas as cenas externas do Pantanal e agora se concentra nas internas, nos Estúdios Globo

  • Das 21h, a novela entra no ar no fim de março após o fim de "Um Lugar Ao Sol"

A TV Globo está investindo pesado na divulgação da novela “Pantanal”, a próxima das nove. Nesta segunda-feira (14), o canal confirmou que a trama estreia no dia 28 de março. Alanis Guillen, viverá a nova Juma Marruá na história.

O remake ainda conta com a presença de Osmar Prado como o Velho do Rio, Juliana Paes, Marcos Palmeira, Jesuíta Barbosa, José Loreto, Dira Paes, Bruna Linzmeyer, Isabel Teixeira, Julia Dalavia e Renato Góes, entre outros. As gravações no Pantanal já foram encerradas e mobilizaram toneladas de equipamentos e seis fazendas.

Escrita por Bruno Luperi, neto do autor original, Benedito Ruy Barbosa, a trama conta com o olhar atento na direção de Rogério Gomes. Após o registro de todas as cenas externas, as gravações nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, estão a todo o vapor. Eles decidiram não construir uma cidade cenográfica e só focar em ambientes como casas e comércios por aqui.

Parda dar mais realidade à trama, longe das planícies alagadas, o canal investiu em produtos locais pesquisados pela produtora de arte Miriam Saback – mais conhecida como Mirica. O grupo dela é responsável por tudo que será visto em cena.

“A carne e as ferramentas de um churrasco; a sela da montaria; a rede da varanda; as bebidas da mesa de jantar; entre muitos outros itens. Uns mais comuns, outros mais peculiares”, diz o texto compartilhado pelo canal. A atenção vai para um dos símbolos da fauna local: a sucuri.

Sua equipe produziu um animal com cerca de quatro metros de comprimento. “Ela é maleável, temos que passar diariamente uma glicerina para não ressecar. Quando encomendamos, pedimos que houvesse a possibilidade dessa cobra entrar dentro da água. Para as gravações, precisamos deslocar essa cobra de uma fazenda para outra. Ligamos para a frota e pedimos um carro específico para a arte, com caçamba atrás”, revelou.

A cobra vai funcionar como dublê do animal verdadeiro que deu suporte à trama. “Comprei a louça toda do povo Terena, produzida por indígenas da região. São travessas de cerâmica vermelha com desenhos indígenas para a fazenda, louças mais simples para a tapera e algumas sacolas que eles fazem de mercado, com desenhos lindos para a chalana, que encomendamos para homenagear esse povoado local. Quando entramos em contato com eles, tivemos ainda a oportunidade de conversar com o pajé e tirar algumas dúvidas sobre como são tratadas pessoas que sofrem picadas de cobra ou são atacadas por animais, pois precisaremos ter em algumas cenas o que seria usado em casos como esses, já que o Velho do Rio em determinado momento irá ajudar uma pessoa, e explicará que aprendeu o ritual com indígenas”, diz Mirica.