Ageísmo: o que é, de onde vem e por que devemos evitar?

O preconceito contra os idosos é uma realidade (Getty Images)

Machismo, sexismo, racismo… estas palavras relacionadas a preconceito você certamente conhece. E de ageísmo, já ouviu falar? Originada do inglês “age” (idade), ageísmo nada mais é do que a discriminação contra pessoas com base na idade. E como toda forma de preconceito, não tem nada de positivo.

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A origem

Piadas de gosto duvidoso à parte, o termo ageísmo já é um tanto antigo: foi criado em 1969 pelo psiquiatra e gerontologista Robert Neil Butler. O ageísmo é caracterizado pela ideia de que uma pessoa velha “não é mais útil” ou “não pode trabalhar porque é lenta e vai atrapalhar”.

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Os exemplos relacionados ao ambiente de trabalho não são por acaso: é nele em que o ageísmo é mais explícito. Afinal, quem nunca presenciou casos de pessoas com 40, 50 anos com dificuldades de arrumar trabalho justamente por conta da idade? O problema não está na idade, mas em quem acredita que quanto mais velho um colaborador, menos ele vai produzir.

O ageísmo e o (possível) futuro

Estima-se que até 2050, a população acima de 65 anos na Europa passará dos 23% registrados em 2015 para 28%. Na América do Norte, esse percentual subirá de 18% para 23%. Na Ásia, América Latina, Caribe e Oceania pessoas com mais de 65 anos serão cerca de um quinto da população até a metade do século 21.

Ou seja, uma parcela significativa da população pode ficar bastante marginalizada em decorrência do ageísmo. Logo, mudar esse pensamento é fundamental. Afinal, a experiência adquirida no decorrer dos anos é um contrapeso essencial à tão valorizada rapidez de ação dos mais jovens.

Cada vez que um colaborador é considerado "velho demais" para determinada atividade e, por conta disso, é mandado embora ou estimulado a pedir demissão, a balança “pende” para o lado dos mais jovens que, pasmem, um dia também serão velhos. Sendo assim, vale mesmo a pena deixar que o ageísmo direcione o comportamento tanto dos indivíduos quanto da própria sociedade? Fica a reflexão.

O ageísmo e a longevidade

Diversos avanços da ciência indicam que ultrapassar a barreira dos 100 anos já não será algo tão incomum nos próximos anos. Isso significa que algumas “coisas que velho não faz” serão revistas nas próximas gerações. e causará impactos que vão muito além do ambiente de trabalho. O mercado em geral, hoje voltado para o consumidor jovem, terá que se adaptar, por exemplo. A previdência, com uma proporção de beneficiários cada vez maior em relação aos contribuintes, também. Ou seja, já passou da hora de rever posturas ligadas ao ageísmo - ou “idadismo”, como dizem alguns.