Afropunk Bahia reuniu grandes nomes da música brasileira, moda e ativismo

“Nós sempre soubemos nos aquilombar e hoje nosso aquilombamento começa com um ato mais revolucionário de todos: amar”, disse Larissa Luz, cantora e apresentadora do Afropunk Brasil na fala de abertura do evento.

Foi com essa mensagem que o Afropunk se iniciou no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana, cidade com maior concentração de pessoas negras fora do continente africano. O evento que teria ocorrido em novembro de 2020, teve sua estreia adiada devido a pandemia.

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O público foi reduzido respeitando os protocolos sanitários de segurança no combate a Covid-19, foram ofertados cerca de 3.000 ingressos que esgotaram e todo o valor arrecadado foi destinado ao projeto Quabales, projeto socioeducativo cultural do bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador.

O evento que nasceu em Nova York, em 2004 e é realizado em diversas cidades como Atlanta (Estados Unidos), Joanesburgo (África do Sul), Londres (Inglaterra) e Paris (França) tem como intuito de preencher a lacuna do mercado musical com um evento que celebra a fusão da arte, ativismo e cultura punk negra.

A line-up da edição brasileira contou com grandes nomes da música nacional como Mano Brown, Margareth Menezes, Luedji Luna, Tassia Reis, Malía, Urias, Yoùn e entre outros. Não foram apenas as grandes atrações musicais que chamaram atenção do festival, o público desfilou com looks estilosos.

Kevin Carvalho, 21 anos, é indígena pataxó e no evento Afropunk escolheu homenagear suas raízes que ele vem aos poucos resgatando. “Nós entendemos que às vezes, o afro está um pouco distante da gente. É necessário que estejam pessoas indígenas nesse evento para poder trazer essa ocupação indígena para um espaço que é nosso”.

Durante o festival, diversas pessoas apostaram em looks criativos, coloridos e estampados e foi vendo looks de outras edições que Yasmin Cristina, 30, produtora de moda montou o ousado e diferente bustiê com pedras. “Eu acho que o Afropunk é uma tendência mundial e eu montei meu look pensando em tudo que eu acredito que é moda. Eu trabalho com brechó e meu look é dele”.

Nas paredes banners estavam estampando falas de “sem sexismo, sem racismo, sem capacitismo, sem etarismo, sem homofobia, sem lesbofobia, sem transfobia, sem gordofobia, sem ódio”. Nesse espaço inclusivo e harmônico que Luciana Peixoto, atriz, produtora de moda plus size, se vestiu como uma Barbie gorda. “To gostando do festival justamente por estar em um festival que representa essa diversidade, onde eu estou trazendo mais corpos pretos e gordos para esse ambiente”.

Além do evento presencial, as pessoas que não tiveram como comparecer também puderam assistir por transmissão online no canal no Youtube do festival. Depois do fim da edição, a página do Instagram do Afropunk revelou que a edição de 2022 será nos dias 26 e 27 de novembro e promete ser ainda maior.

Confira alguns dos looks criativos que passaram pelo evento.

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