Adolescentes viciados em celular são menos felizes e mais propensos ao suicídio, diz estudo

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Sem nenhuma surpresa, um novo estudo acaba de apontar que muito tempo gasto nos smartphones deixa os adolescentes infelizes. Realizada pela Universidade Estadual de San Diego, a pesquisa analisou dados de mais de um milhão de jovens americanos e descobriu que aqueles que dedicam várias horas do dia às redes sociais, jogos, mensagens de texto e chamadas em vídeo são menos felizes do que aqueles que praticam esportes e que saem e interagem com as pessoas no mundo real.

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“Embora este estudo não possa demonstrar a causa, vários outros estudos mostraram que o uso excessivo das redes sociais leva à infelicidade, mas a infelicidade não leva a mais uso das mídias sociais”, diz o autor principal do estudo, Jean M. Twenge. Ele também fez parte de uma outra pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que apontou descobriu um aumento de depressão e taxa de suicídio entre garotas adolescentes que passavam muito tempo em seus telefones.

Os números impressionam, especialmente se considerarmos a idade das crianças que ganham smartphones atualmente. Em 2012, a média era de 12 anos caindo para 10 em 2016. O conteúdo do trabalho coletado por Jean sugere que crianças que passam pelo menos quatro ou cinco horas por dia em seus celulares aumentam o risco de suicídio em 71%, independente do conteúdo acessado por elas.

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“De longe, a maior mudança na vida dos adolescentes entre 2012 e 2016 foi o aumento da quantidade de tempo que eles passam nas mídias digitais e a queda de atividades sociais e sono. A chave para o uso de mídias digitais e felicidade são usadas de forma limitada”, afirma Jean. Seu conselho é que os jovens não passem mais de duas horas no celular e busquem interagir socialmente com os amigos cara a cara, não no mundo virtual.