Acusadores de “Deixando Neverland” são liberados para processar empresas de Michael Jackson

Por Jill Serjeant

Por Jill Serjeant

(Reuters) - Dois homens que aparecem em um documentário de 2019 acusando o falecido cantor Michael Jackson de abuso sexual foram liberados nesta sexta-feira para buscar ações contra duas das empresas do cantor.

Um tribunal de apelações da Califórnia decidiu que Wade Robson e James Safechuck, que foram mostrados no documentário "Deixando Neverland", podem entrar com processo por causa de uma mudança nas leis da Califórnia.

Robson e Safechuck dizem que fizeram amizade com Jackson e foram abusados por ele entre as idades de 7 e 10 no início dos anos 1990.

Jackson morreu em 2009, mas a família do cantor negou as alegações e descreveu "Deixando Neverland" como um "linchamento público". Jackson foi absolvido em um julgamento em 2005 na Califórnia, no qual era acusado de molestar outro garoto, de 13 anos de idade.

Um tribunal de instância inferior julgou improcedentes os processos dos dois homens, agora adultos, porque o estatuto de prescrições da Califórnia exigia que as queixas de agressão sexual na infância fossem registradas antes do aniversário de 26 anos de um acusador. A lei revisada, que entrou em vigor em 1º de janeiro, estende o período até o 40º aniversário de um acusador.

"Estamos satisfeitos que o tribunal tenha reconhecido as fortes proteções adotadas pela Califórnia para as vítimas de abuso sexual sob a nova lei do Estado que estende o estatuto de prescrições", disse Vince Finaldi, advogado dos dois homens em comunicado após a decisão

Um advogado do espólio de Jackson afirmou que estava confiante de que os dois processos, contra a MJJ Productions e a MJJ Ventures, seriam julgados improcedentes.

O tribunal de apelação disse que não estava decidindo sobre a verdade das acusações de Robson e Safechuck, mas que estão envolvidas acusações com "um modelo perturbador de abuso sexual infantil por anos pelo superstar Michael Jackson".