Acidente de restaurante flutuante no Mar do Sul da China é investigado por Hong Kong

A empresa dona do Jumbo Floating, um restaurante flutuante que por 46 anos foi um importante ponto turístico de Hong Kong, negou que ela tenha afundado. O Departamento Marítimo de Hong Kong pediu, na terça-feira, para que a companhia enviasse um relatório sobre o acidente como primeira etapa de uma investigação sobre o episódio. O atual estado da embarcação é desconhecido.

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Na segunda-feira, Aberdeen Restaurant Enterprises (ARE) havia afirmado, por meio de nota, que o restaurante flutuante sofrera um acidente próximo as ilhas Xisha, no Mar do Sul da China, no sábado. Segundo a empresa, o resgate não seria possível, dado ser um local de águas profundas, com mil metros de distância entre a superfície e o leito do oceano.

Na terça-feira, o Departamento Marítimo de Hong Kong disse não ter sido informado oficialmente do caso, vinculado em jornais do mundo inteiro. Na quinta-feira, a empresa enviou um comunicado ao órgão, onde afirma que "no momento, tanto o Jumbo quanto o rebocador ainda estão nas águas das ilhas Xisha", sem especificar sua atual condição.

Procurada pela agência de notícias AFP, a empresa disse nunca ter afirmado que o barco afundara, apenas que virara. Questionado, o porta-voz não explicou porque, na primeira nota sobre o caso, a empresa fez menção a profundidade das águas para caracterizar iniciativas de resgate como "extremamente difíceis".

Em entrevista ao site South China Morning Post, Yoon Ju-dong, representante da empresa sul-coreana responsável por operar o rebocador que transportava a embarcação, negou que o acidente possa ter sido criminoso ou intencional.

— Depois de ser rebocada por quatro ou cinco dias, ela começou a se inclinar gradualmente antes de virar de repente — disse Ju-dong, ainda segundo ele as ondas do mar podem ter danificados os tanques que fazem o restaurante flutuar e feito com que ele emborcasse.

O atual estado da embarcação não foi detalhado e não se sabe se ela pode ser ou não resgatada.

O restaurante flutuante estava a caminho do Camboja, onde passaria a ter um novo operador, que não chegou a ser oficializado. A pandemia de Covid-19 foi mencionada como um dos motivos que levaram os donos do Jumbo Floating a fecharem a atração no porto de Hong Kong.

A empresa dona da ARE, a Melco International Development, disse que o restaurante não era mais lucrativo desde 2013 e acumulava uma dívida de US$ 12 milhões. Ao não informar para o Departamento Marítimo de Hong Kong sobre o naufrágio, a companhia pode ter violado regulamentos locais e pode vir a ser multada, segundo o órgão.

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