Aborto: descriminalização não resultou em aumento da prática em outros países

Fernando Rocha
·1 minuto de leitura

Defensores da descriminalização do aborto argumentam que um dos principais pontos a ser considerado no procedimento legal é a assistência médica qualificada que acompanha a mulher, já que uma mulher morre a cada 7 minutos no mundo em decorrência de abortos clandestinos. O ginecologista e obstetra Jefferson Drezett argumenta que ser “a favor ou contra” o aborto não é a pergunta que deva ser feita no Brasil.

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“A pergunta que deveria ser feita, até porque os nossos números [de abortos realizados no país] exigem essa pergunta, é se a sociedade brasileira acredita que uma mulher que faz um aborto deva ser presa. Que uma mulher que busque o aborto em uma situação diferente das previstas em lei, deva ser punida com a prisão. Porque quando essa pergunta é feita às pessoas dessa forma, a maioria diz que não”, explica o Dr. Jefferson ao ‘É Normal?’.

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“A descriminalização não afeta negativamente as taxas de aborto. As mulheres não fazem mais aborto quando o aborto é permitido. Não há sentido em pensar que uma mulher recorrerá ao aborto apenas porque ele é permitido, ou que deixará de fazer porque é proibido”, continua o profissional.

O Dr. Jefferson usa exemplos internacionais que comprovam que não há aumento na taxa de aborto após a descriminalização. Assista no vídeo acima.

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