A sua selfie pode render uma infestação de piolhos

Fazer uma selfie pode, sim, colaboração para a transmissão de piolhos, segundo dermatologista

Já pensou fazer uma selfie e terminar com pilhos? Acredite se quiser, é possível, sim, você fazer uma foto incrível com os seus amigos e acabar com a cabeça infestada com esses insetinhos.

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Um estudo feito pela Universidade de Oxford em 2017, e que voltou à tona recentemente, comprovou que o número de crianças com piolhos aumentou por causa da cultura da selfie, que agrupa os jovens bem perto para uma foto.

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Como o piolho passa?

De acordo com o dermatologista Victor Bechara, a transmissão é feita por contato direto, muito comum em situações de aglomeração infantil, como escolas e creches. Por isso, eles são tão rotineiros durante a infância, quando os pequenos brincam muito perto e passam muito tempo juntos.

E não é só isso. Compartilhar objetos, como bonés, pentes, escovas de cabelo e até roupas íntimas também podem transmitir o inseto, já que ele "viaja" de um lugar para outro, agarrado nesses itens.

Ou seja, fazer uma foto coladinho com alguém não só pode, como colabora para, a transmissão desse bichinho. De acordo com o estudo citado anteriormente, dos 200 alunos que participaram da pesquisa, 104 deles faziam uso constante de celulares e tablets e tiveram piolhos - ou seja, mais da metade.

Como saber se tenho piolho?

É fácil. Segundo o dermatologista, a presença dos bichinhos pode ser identificada por coceira intensa. "No couro cabeludo, é possível identificar o parasita ou seus ovos (lêndeas), que são estruturas esbranquiçadas e aderidas ao fio de cabelo. É possível notar áreas de ferimentos devido ao ato de coçar e ínguas (aumento dos gânglios linfáticos) na região da nuca", explica.

As lesões não são exclusivas do couro cabeludo. Elas também podem ser notadas no corpo, em versões menores ou hemorrágicas, com ferimentos. No caso específico dos piolhos das regiões púbicas (popularmente chamados de "chatos"), existem escoriações e a presença dos ovos achatados e esbranquiçados.

O tratamento mais comum é o tópico, além do uso de um pente fino para retirar os parasitas do couro cabeludo

O tratamento é tópico, sendo o mais comum com a permetrina. Caso seja necessário um tratamento oral, o mais indicado é invermectina - mas é essencial consultar um médico para ter certeza da melhor opção.

E, sim, o bom e velho pente fino vai ser muito útil nessa hora, para ajudar na remoção mecânica das lêndeas, e essa escovação deve ser feita com os cabelos ainda molhados.

Para evitar a transmissão dos piolhos ou uma nova infestação, o ideal é lavar as roupas usadas nas últimas 48 horas com água bem quente e, não se preocupe, a necessidade de cortar os cabelos para ajudar no tratamento é muito rara, apenas em casos muito graves.

Como evitar a transmissão de piolhos?

É impossível pensar que as selfies vão deixar de existir em um futuro próximo, então, a melhor forma de combater uma possível infestação de piolhos é pensando na prevenção.

Segundo o médico, o ideal é ter o costume de lavar as roupas com água quente, e evitar o compartilhamento de itens de uso pessoal (como escovas de cabelo e roupas íntimas).

Caso a escola esteja passando por um surto, o melhor a fazer, além de seguir os passos acima, é evitar as selfies por um tempo! Por mais que a foto com os amigos seja uma ótima forma de estreitar laços e registrar momentos, o mais legal é fazê-lo sem correr o risco de ficar os próximos dias com a cabeça coçando.