A era pós-Zack Snyder pode resultar no melhor ano da DC nos cinemas

Thiago Romariz
·3 minuto de leitura
Snydercut. Foto: Divulgação
Snydercut. Foto: Divulgação

Ainda que a Warner tenha dado o sinal verde pra Liga da Justiça de Zack Snyder e o filme tenha sido recebido de forma majoritariamente positiva por crítica e público, parece que este foi o último ato do diretor com tais personagens. Os fatos para tal afirmação são esclarecidos pela própria Warner, que taxou o filme como último ato do 'Snyderverso' e disse que agora é a hora de novos universos e personagens. À parte a justificada tristeza dos fãs do cineasta, esta nova fase da DC tem tudo para iniciar o melhor ano da marca no cinema por um simples motivo: o talento envolvido nas adaptações.

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Em 2022, serão no mínimo quatro filmes com personagens da editora e todos eles comandados por renomados artistas na frente e atrás das câmeras. Antes disso um pouco, a corrida da nova era começa com o novo Esquadrão Suicida de James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia, é responsável por reanimar a equipe de vilões que teve o filme sucateado pela Warner em 2016. 

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Ele reaproveitou alguns atores para aproveitar a proposta de um grupo de vilões suicidas, agora lutando contra um alienígena no formato de uma estrela do mar gigante. Junte a isso uma pitada de humor bizarro, muita violência e cores vibrantes, e você tem a largada para a nova DC/Warner nos cinemas.

A segunda parte dessa corrida é a mais empolgante, pois começa com o Batman de Matt Reeves, mente por trás dos últimos dois filmes da ótima trilogia Planeta dos Macacos. Ao lado de Robert Pattinson, o novo Bruce Wayne, o diretor deve trazer um novo olhar para o personagem e novamente reviver o interesse nos traumas e virtudes do Homem-Morcego. Em seguida, The Rock se une ao promissor Jaume Collet-Serra, comandante de ótimos filmes de ação como Aguas Rasas, O Passageiro e Noite Sem Fim, para dar vida ao anti-herói Adão Negro. 

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Por fim, duas produções enormes que devem explodir nas revividas bilheterias de 2022: Flash, que terá participação do clássico Batman de Michael Keaton, e o Aquaman 2 de James Wan, ainda mais livre e confiante para pirar na fantasia submarina estrelada por Jason Momoa.

Por anos, mesmo que negasse, a Warner tentou replicar a fórmula de universo compartilhado que a Marvel dominou. O fracasso em bilheteria foi curiosamente confirmado pelos próprios filmes da DC que fugiam da visão de Snyder e da proposta unificada, como Coringa, Aquaman, Shazam e Mulher-Maravilha. 

Agora, passado o trauma e dos imbróglios internos, a Warner tenta retomar os holofotes do gênero com nomes promissores e sem a necessidade de formar equipes ou universos. Agora, aparentemente, o foco está onde nunca deveria ter saído, nos personagens e não nos nomes estampados nos cartazes.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.