5 mini-maratonas que valem a pena fazer

The Staircase

A romantização do famoso caso de Michael Peterson tem um elenco de dar inveja a qualquer superprodução de Hollywood. A parte boa, porém, é que ele entrega uma versão tão envolvente quanto os documentários sobre a morte de Kathleen, interpretada aqui com maestria por Toni Collete. Michael, por sua vez, está na pele de Colin Firth, em mais uma competente atuação. O fato é que a minimaratona de "A Escada" te fará sentir o tempo voar, já que o diretor com ascendência brasileira, Antônio Campos, monta a história com ganchos impossíveis de não acompanhar. Em um dia você vai matar a série inteira.

Dropout

Minisséries são o melhor formato atual. Se bem feitas, podem ter roteiros sucintos e conscientes do tempo, sem precisar esticar a trama por mais uma temporada. "Dropout" é um caso deste feito, pois a história de Elizabeth Holmes, da Theranos, renderia muitas temporadas, já que até hoje o caos não está 100% resolvido. A boa notícia é que os produtores decidiram fechar a trama numa só tacada, o que deu a oportunidade a Amanda Seyfried de sumir no papel da empresária e nos carregar pelos episódios com raiva e curiosidade, tal qual vilões icônicos de novelas brasileiras. É aquela série que vai te prender até o fim e de lambuja te fará procurar mais informações depois que os créditos rolarem.

Arcane

Eu dificilmente indico animações, mas "Arcane" ultrapassa qualquer estereótipo do gênero. E dou principalmente dois motivos para isso. O primeiro é conseguir quebrar a barreira das adaptações de games. É raro vermos algo do gênero que realmente seja bom ou que se permita desviar da rota do material de origem - Arcane o faz. O segundo é a capacidade de usar a própria fantasia e estética para construir uma mitologia que prende e faz você se apaixonar pelos personagens, independente da sua idade - Arcane é uma clássica história de herói, melhor do que muita coisa da Marvel e da DC por aí.

O estilo gráfico escolhido pela Netflix encanta no primeiro episódio, mas é realmente a jornada dos personagens que te fará engolir os nove episódios. Aproveita que, por enquanto, só tem uma temporada. A segunda está confirmada, mas não existe data ainda.

Ms Marvel

Quando éramos mais jovens, eu pelo menos, o que me encantava em heróis era a capacidade de identificação que eles tinham comigo. Junte a isso um contexto histórico condizente, trilha sonora contemporânea, estética e figurinos de vanguarda, e eu tinha os meus produtos favoritos. Corte para 2022 e conheça "Ms Marvel", sem vergonha nenhuma a série mais juvenil da Marvel que tem uma base furiosa de fãs acima dos 30 ou até 40 anos.

Sem perder o olho na mitologia, a Marvel executou aqui uma série adolescente tal qual os primeiros quadrinhos da personagem, que claramente se inspiram na conexão juvenil que heróis como Homem-Aranha tem com o público. E o resultado é uma série cheia de carisma, uma diversidade de personagem encantadora, além de uma estrela descoberta na protagonista Iman Vellani.

Peacemaker

Agora, vamos para o outro extremo. A DC viu em James Gunn um portão para o respiro criativo que ela precisava e não deu somente um, mas dois projetos para ele. O primeiro foi "Esquadrão Suicida", o segundo, "Peacemaker", uma série derivada do filme. John Cena faz o personagem-título e embarca numa aventura sobre autoconhecimento e piadas infantis para, no fundo, atacar o fã de cultura pop reacionário, aquele incapaz de aceitar mudanças ou qualquer desvio de rota. Gunn esconde bem esse subtexto em piadas de sexo, violência e alienígenas, mas deixa bem claro a que veio. Se não é perfeita do início ao fim, ao menos tem momentos memoráveis como a abertura impecável e os embates entre pai e filho, tema recorrente na carreira de Gunn.

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