5 coisas que você precisa saber sobre reposição hormonal na menopausa


A reposição hormonal durante a menopausa pode ser feito via oral, transdérmica ou adesivo (Foto: Getty Creative)

A menopausa é um momento complicado na vida de uma mulher. Com tantas mudanças no corpo e na produção de hormônios, que agem sobre o corpo de diversas maneiras, é compreensível o desconforto que sentem durante esse período. Ainda bem que já existem tratamentos para ajudar com isso, e a reposição hormonal é o mais conhecido até agora.

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Segundo a endocrinologista Christiane Carvão, do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (CEPEM), é preciso entender, antes de mais nada, que nem toda mulher precisa dessa reposição de hormônios. O tratamento só pode ser recomendado por um médico especializado, após análise criteriosa da saúde e sintomas da mulher durante essa fase.

Mas, se você tiver dúvidas, não se preocupe. Abaixo, contamos o que você precisa saber sobre o assunto:

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1.Quando a mulher precisa de reposição hormonal?

Como disse Christiane, depende, já que nem toda mulher precisa repor hormônios. "A reposição é mais direcionada para as mulheres com sinais e sintomas exacerbados da menopausa", explica.

Dentre os sintomas estão as ondas de calor (conhecidas como fogachos), insônia, perda de libido, tristeza (às vezes associada a um quadro depressivo) e perda de massa óssea intensa nos primeiros cinco anos. Se qualquer um desses sintomas estiver acima do que o médico considera normal, o tratamento pode ser interessante.

2.Como é o tratamento de reposição hormonal?

Ao contrário do que pode-se pensar, esse tratamento não é doloroso, muito menos complicado. A endocrinologista explica que ele pode ser feito de muitas formas, sendo as principais por via oral (ou seja, ingestão de comprimidos), via transdérmica (em forma de gel, aplicado em regiões específicas do corpo) ou na forma de adesivos.

"A reposição não é dolorosa, mas deve ser individualizada; cada mulher vai se adaptar a um tipo de reposição", explica.

3.Quais os resultados desse tratamento?

Em geral, o que esse tratamento proporciona é uma melhora na qualidade de vida da mulher. Como a menopausa é uma fase de transição que mexe muito com a produção de hormônios, é de se esperar uma série de efeitos colaterais. O tratamento, então, entra como uma força contrária à isso, melhorando a libido e a secura vaginal, a queda de cabelo e a pele ressecada, a qualidade do sono, diminui a perda de massa óssea, além de dar mais disposição e energia.

4.O tratamento tem alguma contraindicação?

De novo: é importante lembrar que nem toda mulher é elegível para o tratamento de reposição hormonal. Existem contraindicações, como presença de algum tipo de câncer, histórico de tromboembolismo ou AVC, e hipertensão severa, não controlada. "Cabe ao médico avaliar clinicamente se a paciente tem condição ou não de fazer a reposição", diz Christiane.

5.Quanto tempo dura o tratamento?

Isso também varia. Segundo a endocrinologista, é comum a recomendação da reposição por até cinco anos. "Eu, pessoalmente, acho que enquanto a mulher estiver indo e se sentindo bem com a reposição – com os exames normais, se o estado clínico e laboratorial da paciente estiverem bons - ultrapassaria esse tempo de cinco anos", diz a médica.

Por isso, manter a frequência de visitas médicas é tão importante. Nessas consultas, o profissional vai averiguar se o tratamento está fazendo efeito ou se há algum descontrole (como no caso da pressão) que pede o fim do tratamento.