5 escritores que odiaram os filmes inspirados em suas obras

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"Forrest Gump", "O Iluminado" e "V de Vingança": filmes consagrados detestados pelos seus autores (reprodução)
"Forrest Gump", "O Iluminado" e "V de Vingança": filmes consagrados detestados pelos seus autores (reprodução)

Você é daquelas pessoas que espera o livro virar o filme? Ou acha que a versão do livro é sempre melhor que a adaptação? As comparações entre as diferentes linguagens sempre vão existir e são, inclusive, muitas vezes alimentadas por reclamações dos próprios escritores.

Na lista abaixo, relembramos cinco escritores que simplesmente detestaram os filmes inspirados em suas obras literárias. Confira abaixo os argumentos deles - e, na dúvida, corra atrás dos livros para conferir qual versão é realmente a melhor.

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Stephen King - "O Iluminado"

NEW YORK, NY - SEPTEMBER 26:  (EXCLUSIVE COVERAGE) Author Stephen King visits the SiriusXM Studios on September 26, 2017 in New York City.  (Photo by Astrid Stawiarz/Getty Images)
Stephen King posa para as câmeras em entrevista à SiriusXM (Photo by Astrid Stawiarz/Getty Images)

O caso mais emblemático de briga entre autores. Stephen King simplesmente detestou a versão de Stanley Kubrick para o "O Iluminado" (1980), um dos seus livros mais célebres. Mesmo reconhecendo que o clássico do cinema de terror é "visualmente muito bonito", King acusa o cineasta de transformar o seu protagonista, Jack Torrance, interpretado nos cinemas por Jack Nicholson, em um personagem unidimensional. "As pessoas obviamente adoram o filme, e não compreendem por que eu não gosto. O livro é quente, o filme é frio; o livro termina com fogo, e o filme, com gelo. No livro, existe um verdadeiro arco em que você vê este sujeito, Jack Torrance, tentando ser bom, mas que, pouco a pouco, vai se tornando maluco. E, quando assisti ao filme, Jack era louco desde a primeira cena", disse o escritor à Rolling Stone. Além disso, Stephen King acredita que o longa não é justo com a sua personagem feminina, Wendy, vivida por Shelley Duvall. "E é tão misógino. Quero dizer, Wendy Torrance simplesmente é apresentada como uma dona de casa que não para de berrar. Mas essa é só a minha opinião, é só o jeito como eu sou", finalizou King.

Anthony Burgess - "Laranja Mecânica"

Paris, France - February 28, 1989: Anthony Burgess, English writer. (Photo by Ulf ANDERSEN/Gamma-Rapho via Getty Images)
Anthony Burgess posa para retrato (Photo by Ulf ANDERSEN/Gamma-Rapho via Getty Images)

Outro clássico do cinema feito por Stanley Kubrick, "Laranja Mecânica" (1971), também foi inspirado em uma obra literária - e causou o mesmo desconforto no autor original. De acordo com a Mental Floss, Anthony Burgess simplesmente detestou a versão de Kubrick para a sua história. “O livro pelo qual eu sou mais conhecido, ou conhecido apenas por ele, foi reduzido a uma glorificação da violência e do sexo. O filme tornou fácil para as pessoas não entenderem sobre o que o livro se trata, e este mal-entendido vai me perseguir até a minha morte”, lamentou o escritor.

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Alan Moore - todas as suas obras

LONDON, UNITED KINGDOM - SEPTEMBER 6: Portrait of English comic book writer Alan Moore, taken on September 6, 2013. Moore is often considered the finest writer in the comics medium, and is best known for his graphic novels Watchmen and V For Vendetta. (Photo by Kevin Nixon/SFX Magazine/Future via Getty Images)
Alan Moore posa para retrato em 2013 (Photo by Kevin Nixon/SFX Magazine/Future via Getty Images)

Com Alan Moore, o mestre dos quadrinhos, a sua insatisfação é uma coisa mais generalizada. O escritor abomina qualquer adaptação das suas obras para o cinema e chega até a pedir para não ser creditado pelos filmes gerados com base em suas criações. Sobre o filme "V de Vingança" (2005), por exemplo, ele disparou: “O quadrinho era especificamente sobre ‘fascismo’ e ‘anarquia’, palavras que não aparecem uma só vez no filme. Foi transformado numa parábola da era (George W.) Bush por pessoas tímidas demais para ambientarem uma sátira política em seu próprio país”.

Winston Groom - "Forrest Gump – O Contador de Histórias"

O escritor Winston Groom, morto em 2020, sorri para as câmeras em foto de arquivo (Reprodução)
O escritor Winston Groom, morto em 2020, sorri para as câmeras em foto de arquivo (Reprodução)

O autor da história original do filme que rendeu um Oscar a Tom Hanks detesta a adaptação cinematográfica da sua obra. Além de se queixar da história ter cortado cenas de sexo e o linguajar mais forte, Winston Groom ainda se queixa por não ter recebido os 3% dos lucros previstos em contrato. A sua mágoa com o filme de Robert Zemeckis foi tão grande que Groom escreveu a continuação da história de Forrest Gump e, logo na primeira linha do novo livro, escreveu: "Nunca deixe alguém fazer um filme sobre a sua história".

Roald Dahl - "A Fantástica Fábrica de Chocolate"

Roald Dahl sorri em foto de arquivo (reprodução)
Roald Dahl sorri em foto de arquivo (reprodução)

Nem Willy Wonka escapou da fúria de um escritor. Roald Dahl detestou ver no cinema que a sua história não era mais sobre o garotinho Charlie na versão cinematográfica de Mel Stuart - e sim sobre o personagem de Gene Wilder. "Ele achava que colocava muita ênfase em Willy Wonka e não o suficiente em Charlie", disse Liz Attenborough, curadora do Museu sobre o escritor, à BBC. "Para ele, o livro era sobre Charlie."

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