5 acertos de 'Órfãos da Terra' que merecem nossos elogios

Foto: Reprodução/Globo

A novela ‘Órfãos da Terra’, escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, acaba nesta sexta-feira (27). Muito elogiada em sua estreia, a trama decepcionou após uma sequência de vacilos das autoras. Ainda assim, despede-se da grade de programação da Globo com acertos significativos. Confira alguns:

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1. A história dos refugiados

Foto: Reprodução/Globo

Duca e Thelma foram muito felizes em contar histórias de pessoas em situação de refúgio na novela das seis. Sensível e esclarecedor, o texto das autoras abriu os olhos do público para essa realidade.

Muitas cenas gravadas no Instituto Boas Vindas contaram com depoimentos de verdadeiros refugiados. Não teve como não se emocionar e não se colocar no lugar dessas pessoas a partir da narrativa. A todo tempo, a novela combateu tipos de preconceito. O médico Faruq, por exemplo, sofreu até ser reconhecido em sua profissão pelos brasileiros na novela. Alguém torceu contra? Impossível.

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Ao Yahoo!, Edu Mosri, que interpreta Faruq na trama, valorizou a abordagem da novela. “Imigração, exílio e refúgio existem desde que o mundo é mundo, só muda a época e o motivo. Enquanto nação, somos formados exatamente da vinda dessas pessoas, que no caso do refúgio, vieram porque não tinham escolha, vieram porque queriam sobreviver”, disse ele.

Eli Ferreira, a cabeleireira congolesa Marie Patchou na trama, também elogiou o trabalho e maneira como as autoras contaram as histórias dos refugiados. “Fazer parte de uma obra que traz como principal cenário as pessoas em situação de refúgio no Brasil, já seria importante, dar vida à uma personagem que traz consigo inspiração de milhares de histórias parecidas, é honroso!”, afirmou.

A atriz ainda disse que fica ainda mais orgulhosa de ter um trabalho como ‘Orfãos da Terra’ em seu currículo no ano de 2019 por conta do cenário político. “Marie tem me ensinado a cada dia, meus olhos se atentaram pra mais essa questão social que vivemos e precisamos resolver com muito cuidado e humanidade urgentemente”, completou.

2. Preparação de elenco

Foto: AgNews

Assim como a trama, outro aspecto a ser destacado na novela é o elenco. Os atores se mostraram muito preparado para as cenas dramáticas e convenceram na pele de “refugiados”. Na medida certa, os sotaques despertaram curiosidade e aproximaram o público. Neste quesito, vale ressaltar o desempenho de Ana Cecília Costa, Marco Ricca, Eduardo Mossri e Eli Ferreira.

3. Revelação do ex-BBB Kaysar

Foto: Reprodução/Globo

Kaysar Dadour foi um acerto e tanto! Como sírio, o ex-BBB contribuiu nos bastidores e mostrou talento em frente às câmeras. O que poderia ser apenas uma participação serviu para mostrar seu potencial e o fez tomar conta de um personagem importante para o desenvolvimento da história. Para completar o combo, o sírio é dono de um fã-clube ativo nas redes sociais e deixou a novela em evidência. Aí a gente vê vantagem!

4. O núcleo de Mamede e Bóris

Foto: Reprodução/Globo

Os veteranos Flávio Migliaccio e Osmar Prado abrilhantaram o elenco da novela com talento e experiência. A trama dos dois idosos, que no início eram inimigos mortais, enveredou por um caminho muito bacana. Mamede, árabe, e Bóris, judeu, brigavam muito em nome da religião até que seus netos se casaram.

A partir daí, os dois se conheceram de verdade e se tornaram amigos. Mamede descobriu sofrer de Alzheimer e contou com Bóris, que já tinha experiência com a doença na família, para lidar com as dificuldades da doença. As cenas foram muito emocionantes!

5. Relacionamento gay

Foto: Reprodução/Instagram

A novela combateu preconceitos desde o início, mas fechou com chave de ouro. No fim da trama, Camila (Anajú Dorigon) e Valéria (Bia Arantes) anunciaram que vão se casar. O público comprou o romance das jovens e até protestou nas redes sociais o fato de ainda não ter rolado um beijo do casal.