4 clichês sobre maternidade que Lore Improta subverteu

Dia das Mães chegou e, com ele, muitos clichês se repetem.
Dia das Mães chegou e, com ele, muitos clichês se repetem.

Dia das Mães chegou e, com ele, muitos clichês se repetem: “A maternidade é um trabalho em tempo integral”, “Ser mãe é padecer no paraíso”, “Maternidade é o que dá sentido à vida de uma mulher”. A maternidade é importante, não estou aqui para negar, mas é fato que ser mulher é muito mais do que ser mãe, esposa, filha: é ser o que quiser ser (eis um clichê que deve ser repetido).

A gente pode pensar que não, mas muitos dos perrengues e maravilhas da maternidade estão presentes também na rotina de famosas. Uma delas é Lorena Improta, a Lore, que sempre fala sobre seu dia a dia como dançarina, influencer e mãe da pequena Liz.

Sem romantizar, Lore já mandou a real sobre maternidade. Na lista de hoje, vamos conferir 4 clichês sobre o tema que a artista provou serem apenas… clichês.

Ser mãe é padecer no paraíso

A maternidade é um dos desafios mais intensos na vida de uma pessoa, como Lore já reconheceu: “Sem dúvidas, umas das minhas maiores conquistas é ter a minha filha em meus braços linda, sorridente”, disse no Instagram. Ainda assim, ela não deixa de reforçar as dificuldades e inseguranças que tomam conta neste momento. A amamentação, por exemplo, é um tópico sensível para a dançarina, que já revelou ter medo de não conseguir amamentar Liz.

“Não foi fácil, quando soube que tava grávida, tive muitos medos, mas um dos maiores foi de não conseguir amamentar minha filha. Por ter feito redução de mama duas vezes, e todos me falarem que era praticamente impossível eu conseguir”, contou nas suas redes sociais. Lore, com sua sinceridade e sensibilidade, prova que ser mãe não é “padecer no paraíso”, mas reconhecer os momentos difíceis e usar os felizes como combustível.

O post, lançado em outubro de 2021, emocionou a web. (Foto: Reprodução/Instagram @loreimprota)
O post, lançado em outubro de 2021, emocionou a web. (Foto: Reprodução/Instagram @loreimprota)

Depois do filho sua vida acaba!

Pesado, né? Mas muitas mães ouvem isso diariamente. A gente tem essa ideia de que maternar acaba com a vida de uma mulher e deve ser uma tarefa exclusivamente da parceira. Assim, empurramos mães para o precipício, exigindo delas doação 24 horas.

Lore, ao compartilhar momento alegre com Liz escreveu: “Aproveita, porque depois do filho sua vida acaba, eles disseram”.. “MENTIRA”, destacou. “Você é luz e alegria na minha vida filha!! Te amo tantoooo”.

É um trabalho integral, você não vai mais ter tempo para si mesma.

Se a gente continuar sobrecarregando mulheres com a desculpa de que ser mãe é um presente divino, realmente fica mais difícil dela cuidar de si. É muito importante que o parceiro divida as tarefas de forma igualitária, para que ela consiga trabalhar, descansar, pensar em novos sonhos e projetos.

Lore, por exemplo, faz isso super bem! Ela estava como jurada do “Dança dos famosos” e chegou a ser criticada por retomar a carreira. Nas redes sempre compartilha com o público momentos de trabalho duro, saídas com o marido Léo Santana, cuidados com a saúde e diversão (como toda mãe merece).

Ser mãe é ser uma super-heroína

Nada disso, hein?! Esse clichê é bem famoso e só serve para desumanizar e ignorar as dores de mulheres que são mães. Mais do que nunca, está tudo bem falhar, reclamar, estar indisposta ou até mesmo melancólica.

Improta passou por um momento difícil após nascimento de Liz, conhecido como “blues puerperal”. À revista “Quem”, em dezembro do ano passado, ela relatou: “Me questionava ‘cadê aquele amor que todo mundo diz, de amar o filho mais do que tudo?’. O momento de melancolia foi só aquele, de bomba de hormônios e noites sem dormir. Quando passa, meu amor… quando Liz dorme muito, já sinto saudade e quero acordá-la”.

Foto recente de Liz e Lore. (Foto: Reprodução/Instagram @loreimprota)
Foto recente de Liz e Lore. (Foto: Reprodução/Instagram @loreimprota)

Maternidade transparente

Quer saber um ótimo presente de Dia das Mães? Trate a maternidade como ela é: real, transparente, cheia de nuances. No perfil “Maternidade Transparente”, Gisielly Viana, pedagoga, enfermeira e mãe de 3 crianças, abre o jogo sobre o conceito de família.

“São madrugadas de privação de sono, coluna torta, olhos lacrimejando, choro, cansaço e doação…Quando uma mãe fala que está cansada, não menospreze, não diga que é um privilégio ficar em casa e que ela está sendo ingrata. Ela não está dizendo que tá infeliz, ela não tá dizendo que não ama os filhos, ela só tá cansada - não dos filhos - só cansada, com o corpo cansado”, relata. Como Gisielly escreve (e assino embaixo): Não pergunte o que uma mãe está precisando, vá lá e faça!.

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