35 anos de De Volta para o Futuro: as previsões e os fatos inusitados de uma saga clássica

·6 min de leitura
Christopher Lloyd e Michael J. Fox em cena de De Volta para o Futuro (Divulgação)
Christopher Lloyd e Michael J. Fox em cena de De Volta para o Futuro (Divulgação)

De Volta Para o Futuro estreou em 25 de dezembro de 1985, em pleno Natal, no Brasil. Lançado meses antes nos Estados Unidos (em 3 de julho), o filme já era um fenômeno, dominando o ranking de bilheteria dos cinemas estadunidenses daquele ano, com faturamento de US$ 210 milhões. O longa ainda fez bonito mundialmente, arrecadando US$ 380 milhões.

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O status de popularidade, traduzido inicialmente nos números, se mantém até hoje, flertando com a unanimidade. A jornada de Marty McFly (Michael J. Fox) em sua viagem do tempo, a bordo de uma DeLorean turbinada, virou um símbolo cultural e referência de como cinéfilos enxergam o passado, presente e futuro.

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Por causa do filme, o imaginário "certinho" da década de 1950 foi reforçado, os anos 1980 ganharam a sua estética definitiva e um futuro tecnológico, com drones povoando o céu na virada do século, foi traçado como meta. Nem tudo condiz com as fatos, mas o cinema existe justamente para isso: amplificar a aperfeiçoar as nossas experiências na vida real.

Para celebrar os feitos do filme dirigido por Robert Zemeckis e escrito por Bob Gale (com pitacos do próprio Zemeckis), relembramos algumas das previsões e fatos desconhecidos sobre a obra que custou "apenas" US$ 19 milhões de dólares para a Amblin Entertainment, produtora cinematográfica criada por cineasta Steven Spielberg, produtor executivo do longa.

Confira abaixo, primeiramente, as "previsões" que deram certo.

Conversas por videochamada

As incontáveis chamadas no Zoom que estamos sendo acometidos em época de pandemia do novo coronavírus foram previstas pela saga. Em De Volta Para o Futuro 2, um já maduro Marty McFly é demitido por chamada de vídeo, antecipando a nossa angústia nos tempos que correm.

Drones

O drone, melhor amigo do cão (?) (reprodução)
O drone, melhor amigo do cão (?) (reprodução)

Ainda em De Volta para o Futuro 2, McFly se depara com drones na rua. Porém, em vez de atuar como entregador de grandes redes de varejo, o aparelho apenas servia de companhia para passeios de cachorros na rua. Fofo, até.

TVs de tela plana

Ainda no segundo filme, temos a previsão das TVs da tela plana, hoje queridinhas do mercado (ainda que, agora, “no futuro”, muita gente esteja abrindo mão de ter televisão em casa...).

Óculos de realidade virtual

Ok, o Google Glass não pegou, porém o segundo filme já adivinhava a criação de um óculos tecnológico que serve para... fazer ligações telefônicas. Não é (quase só) para isso que o gadget serve?

Biometria

O Marty envelhecido usa a tecnologia para entrar em casa. Hoje em dia, muitos gadgets do nosso dia a dia exigem nossa digital - desde caixas eletrônicos a alguns modelos de smartphones.

Fatos que você provavelmente não sabia: a começar pela geladeira (movida a Coca-Cola) como máquina do tempo

A revelação foi feita por Jon Cryer, ex-astro de Two and a Half Man, um dos atores que concorreu ao papel de Marty McFly. Falando sobre o roteiro inicial que recebeu em mãos, o astro relembrou que a máquina do tempo vista no filme quase foi uma... geladeira, que serviria de abrigo ao personagem durante uma explosão nuclear. “Era uma máquina do tempo que precisava de força nuclear cujo ingrediente secreto que era… Coca-cola (juro por Deus)”, disse ele. O mais incrível é que a ideia, um tanto depois, foi reaproveitada anos depois. "O Spielberg obviamente amou a cena e a utilizou décadas depois em uma cena de ‘Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal’!!", finalizou Cryer.

Homenagem a Stanley Kubrick

A homenagem singela a Kubrick (reprodução)
A homenagem singela a Kubrick (reprodução)

O primeiro filme conta com uma homenagem ao gênio do cinema. Quando Marty McFly conecta sua guitarra em um amplificador no laboratório do Doc Brown, surge um letreiro em cena escrito CRM 114. Não se trata de um nome aleatório: as letras são as mesmas de um dispositivo a bordo do avião B-52 que aparece em “Doutor Fantástico”.

Um roteiro inicial muito mais sombrio

A ideia inicial de Bob Gale era mostrar Marty McFly bastante deprimido no início do filme, prestes a cometer suicídio. Com a escolha de Michael J. Fox para o elenco, os responsáveis pelo longa perceberam que a obra teria mais sucesso como uma comédia.

Outro Marty McFly

Eric Stoltz, que viria a interpretar o traficante Lance anos mais tarde no clássico Pulp Fiction, foi o primeiro ator escolhido para viver McFly. O rapaz, no entanto, não se encaixou no papel e acabou obrigando o diretor Robert Zemeckis a fazer um convite a Michael J. Fox para o papel.

Hora extra

Como Michael J.Fox tinha uma agenda muito cheia (ele era, na época, um dos protagonistas da série Caras e Caretas), o filme precisou ter muito mais cenas noturnas do que o previsto, único período que o astro tinha livre no dia - o que, convenhamos, acabou sendo um ganho artístico, quando lembramos do visual marcante do filme. "Nós ensaiávamos as filmagens principais à noite, com todos os personagens nela. Então, Bob [Zemeckis] começava a trabalhar no dia seguinte sem Michael. Tínhamos um dublê para fazer as falas dele, todos os atores tinham que fazer as cenas sem o Michael lá [no set]", disse Bob Gale à revista Empire.

Idade dos atores

O quase beijo de Michael J.Fox na versão do passado da sua mãe, Lorraine, vivida por Lea Thompson, deixa a gente desconfortável até hoje. Ainda mais quando nos lembramos que a ator é apenas dez dias mais novo que a atriz - e três anos mais velho que o ator que faz seu pai, George, interpretado por Crispin Glover.

Jamais haverá um novo filme

O diretor Robert Zemeckis já deixou claro muitas vezes que um remake de De Volta para o Futuro não será feito enquanto estiver vivo. E ele já deixou um recado para a família. “Certamente eles vão tentar fazer um novo filme depois que eu morrer. Espero que meus herdeiros consigam impedir isso”, disse ao Hollywood Reporter.

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