2020, o ano que já terminou

Estádio Pacaembu virou Hospital de Campanha contra o Covid-19. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Estamos chegando próximos do final do mês de maio e sinto que o ano de 2020 já terminou. Se o livro “1968 - o ano que não terminou”, de Zuenir Ventura, foi um best-seller, quem escrever e publicar algo sobre 2020, fará sucesso com o pequeno adendo de que já estamos em 2021.

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No dia 17 de março, quando o futebol e os demais esportes paralisaram suas atividades pela pandemia do coronavírus, tinha em mente que seria algo passageiro, prevendo o retorno da vida normal no final de abril. Ledo engano, também fui soterrado pelo avanço do Covid-19, em proporções muito maiores do que o esperado.

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Entre “lives”, vídeos e entrevistas exclusivas realizadas pelo blog, fico com a ideia de que o Brasil sucumbiu. Não há um pensamento único dos nossos governantes e a política tem superado a razão. No âmbito esportivo, alguns dirigentes cravam reinícios de Estaduais, sem a menor noção do que pode acontecer num futuro próximo, cheios de “achismos” e “chutes”. Libertadores e Sul-Americana devem ser canceladas e o Campeonato Brasileiro começa a se tornar inviável pela falta de datas. E aí não podemos e nem devemos citar a Alemanha, pelo simples fato de que o país está muito à frente de nós, em todos os sentidos. A comparação sempre será ruim para o povo brasileiro.

Em outras modalidades, vemos vôlei e basquete encerrando times e sinalizando um 2021 ainda mais difícil. Ah, a Olimpíada foi adiada e ainda existe um ponto de interrogação se os jogos realmente vão acontecer, isso no Japão, país com 100 anos de distância sobre o Brasil.

Sou jornalista com ênfase no esporte, mas não fecho os olhos, nem tapo os ouvidos para outras situações. No momento que os brasileiros viram mais de mil mortes num único dia, apenas nos resta rezar para que uma vacina seja descoberta rapidamente e nos socorra imediatamente.

Se o Brasil já vinha de muitas dificuldades sociais, econômicas e políticas, parece que chegou a pá de cal. Profissionais de todos os setores perdendo seus empregos, com empresas e comércio fechando as portas, assim levaremos mais um bom tempo para nos recuperarmos e não venham me acusar de catastrofismo. Se as autoridades governamentais e sanitárias não conseguem enxergar uma luz em qualquer fim, quem somos nós para decretarmos que tudo vai passar, logo ali?

Por isso, peço um minuto de silêncio a quem concordar com esse texto e fé para retomarmos a rotina de 60 dias atrás. Para mim, é o que restou.

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