19 familiares de Bolsonaro são investigados pelo Ministério Público do Rio

Gabinete de Carlos Bolsonaro no Rio é investigado pelo Ministério Público (SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Quem assistiu ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril afirma que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) exige a mudança de comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro para que familiares e amigos não sejam prejudicados. Segundo o jornal O Globo, 19 familiares de Bolsonaro são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Dois dos quatro filhos de Bolsonaro, Carlos e Flávio, estão envolvidos em cinco processos investigados pelo Ministério Público. Os processos avaliam a existência de funcionários fantasmas em seus gabinetes e as “rachadinhas”, que acontecem quando funcionários devolvem parte de seus salários.

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No gabinete de Carlos, sete familiares são investigados. Também está na mira do MP a ex-mulher de Jair e mãe de Carlos, Ana Cristina Siqueira Valle, que foi chefe de gabinete de Carlos no Rio de Janeiro. Seis familiares de Ana Cristina também são alvo de investigações.

No caso de Flávio, 12 parentes estão envolvidos, incluindo o avô João Braga e o primo Léo Índio. Dez familiares de Ana Cristina e o amigo do presidente Fabricio Queiroz, além de alguns de seus familiares, também são alvos das investigações.

Os processos têm o Ministério Público como titular da investigação, mas a Polícia Federal já esteve a frente de dois inquéritos que investigaram casos relacionados aos gabinetes de Carlos e Flávio.

O primeiro foi um inquérito que apurava se Flávio cometeu lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao declarar bens nas eleições de 2014, 2016 e 2018. A PF pediu o arquivamento do caso em março deste ano por não ter encontrado indícios dos crimes apontados, mas os promotores do MP do Rio de Janeiro apontam a existência de indícios de que um dos apartamentos em questão foi comprado com dinheiro proveniente das “rachadinhas”. O MP segue investigando o caso.

O segundo diz respeito a Queiroz, que é considerado “parte interessada” em um inquérito da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes da PF. A menção diz respeito ao relatório do Coaf que registrou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabricio. Essa investigação ainda está em andamento.

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