11 livros essenciais para pensar masculinidades mais saudáveis

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
·5 minuto de leitura
Livros que todo homem deveria ler (Arte: Thiago Limon/Yahoo Brasil)
Livros que todo homem deveria ler (Arte: Thiago Limon/Yahoo Brasil)

Por Lucas Veloso

Repensar a masculinidade é um debate cada vez mais comum no dia a dia, na mesa do bar ou dentro de casa. Em diversos ambientes, são os próprios homens que propõem a discussão e espaços de conversas para outros homens.

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Alguns especialistas e pesquisadores falam em crise da masculinidade, termo cunhado para mostrar que as atitudes consideradas naturais hoje não serão mais admitidas nos próximos anos, pois prejudica a sociedade, as mulheres e os próprios homens. E não se trata de pequenas reparações, mas repensar a própria ideia do que é ser homem.

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Os livros são ferramentas importantes para incluir outras vozes e ampliar o debate sobre o tema. Pensando nisso, o Yahoo! fez uma seleção de alguns de títulos disponíveis para ler e repensar os homens e seus impactos na sociedade.

Escrito por pais, acadêmicos e pesquisadores, a seleção incluiu abordagens diferentes do mesmo tema, além de mudanças e novas abordagens para a criação dos novos homens.

  1. Além do Herói, de Allan B. Chinen

O mago, o xamã, o caçador, o ilusionista são exemplos de figuras míticas construídas a partir da ideia do que é ser homem. O autor, por sua vez, analisa e desconstrói essas figuras, presentes em mitos e lendas, em busca da humanidade dos homens. O livro é essencial para entender as concepções mais recentes sobre as masculinidades e os comportamentos masculinos na sociedade.

  1. As cores da masculinidade, de Mara Viveros Vigoya

Escrito por uma antropóloga, o livro analisa algumas teorias sobre masculinidades concebidas na América Latina e relaciona com o período colonial. Mara define que existem diversas masculinidades historicamente situadas, entre elas, a hegemônica branca e negra, caracterizada pela marginalização. Baseado nos homens colombianos, Mara aprofunda o debate da masculinidade dominante e aponta diferenças estruturais dependendo da cor.

  1. A passagem do meio, de James Hollis

Com a pergunta norteadora "Quem sou eu, além da minha história e dos papéis que interpretei?", o livro foca na meia-idade, período da vida em que muitas pessoas relatam crises existenciais. Nesta fase, o encontro com a velhice e com a mortalidade é cada vez mais frequente. A obra pode colaborar no debate no sentido de que por mais que a sociedade exalte atitudes, a força e outros aspectos ditos 'masculinos', o ideal seja ressignificar o sentido da existência e do fim para, de fato, entender o que é ou não importante. Um trecho do livro pode servir de pista. É o seguinte: "(...) Então, muito estranhamente, o excesso da existência inunda o nosso coração. Deslocamo-nos então do conhecimento da mente, por mais importante que possa ser às vezes, para a sabedoria do coração”.

  1. Feminino e masculino, de Rose Marie Muraro e Leonardo Boff

Antes de ler o livro, é bom que se saiba que os autores concluíram que os conflitos entre os gêneros podem levar à destruição da humanidade, ou seja, é urgente que homens e mulheres se integrem na sociedade para que haja convívio saudável. Uma das grandes contribuições da obra é o questionamento das grandes teorias patriarcais e até teologias criadas a partir dos homens, que os colocam como dominadores, onde o ideal é que não exista relações de poder e dominação. A ideia é que homens e mulheres não sejam rivais, mas companheiros.

  1. Homem: o sexo frágil?, de Flavio Gikovate

A partir de premissas, como a que o homem pensa e age de forma precária ou da relação da raiva e desejo sexual, o livro aborda a masculinidade a partir da psicologia. Um dos pontos fortes do livro é mostrar os impactos negativos das atitudes machistas à sociedade, às mulheres e para os próprios homens. Com uma pergunta no título, o autor usa vários argumentos para justificar a importância do debate sobre o homem ideal.

  1. João de Ferro - Um Livro Sobre Homens, de Robert Bly

Certo de que os perfis da masculinidade adulta, proporcionadas pela cultura popular, estão desgastadas e precisam ser mudadas, o autor escreve sobre novas identidades do que o homem poderia ser. Robert usa contos de fadas, lendas, mitos e o folclore para repensar criticamente a masculinidade e o seu papel numa sociedade melhor, tanto para homens quanto para mulheres.

  1. Masculinidades, organizado por Mônica Raisa

Composta por estudos antropológicos, sociológicos e históricos, a obra confirma o que diz o título: a construção do masculino não é uma só, mas possui múltiplos desdobramentos que dependem de contextos, atores sociais e abordagens. A partir disso, propõe diversas leituras do homem enquanto sujeito e seu impacto na sociedade.

  1. Na minha pele, de Lázaro Ramos

Escrito em primeira pessoa pelo ator, diretor e escritor Lázaro Ramos, o livro traz experiências e reflexões pessoais dele sobre alguns aspectos atuais, como família, empoderamento, gênero, discriminação e afetividade. A partir dos temas, destrincha alguns episódios para exemplificar alguns debates. Para além de mostrar, Lázaro faz um convite à ação de mudança e um outro olhar às masculinidades e ao outro, na busca por empatia.

  1. Seja homem, de Francineide Pires Pereira

A obra tenta compreender os mecanismos sociais de construção e persistência da dominação masculina no processo de constituição de subjetividades masculinas.A autora trabalha na perspectiva de que os interesses da masculinidade atual é atender demandas de um homem branco, de classe média ou proprietário, negando assim, as subjetividades humanas.

  1. O papai é pop, de Marcos Piangers

Na sociedade, o cuidado dos filhos é ligada com as mulheres e com uma ideia machista sobre afeto e maternidade. Por meio de crônicas e experiências pessoais, o autor fala da expectativa de um filho. As confusões, dúvidas e como se constrói uma relação afetiva e ativa com as crianças, além da questão material e financeira. A discussão sobre novas masculinidades pode começar em casa, com a mudança de atitudes, ditas como certas há séculos. Ou seja, de forma descontraída e leve, Marcos mostra possibilidades e chama para mudanças.

  1. Violência e estilos de masculinidade , de Fátima Regina Cecchetto

Os homens são diferentes e diversos. Essa é a tese do livro, que, a partir de um estudo dos grupos de freqüentadores de bailes funk e charme, além de praticantes de jiu-jítsu tenta mostrar que não se pode generalizar as pessoas baseado em sexo, faixa etária ou classe social. Fátima escreve para expor a pluralidade das identidades masculinas e o impacto da violência nos grupos sociais. O livro contribui no debate no sentido de não cair nos discursos simplistas que coloca o homem como alguém instintivo ou com ações definidas do DNA.

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**Concepção e Coordenação de Amauri Terto e Diego Iraheta