10 grandes músicas de Roberto Carlos que talvez você não conheça

Rafael Monteiro
·5 minuto de leitura
Roberto Carlos piscando o olho para os fotógrafos: carisma inigualável (Photos by Rino Petrosino/Mondadori via Getty Images)
Roberto Carlos piscando o olho para os fotógrafos: carisma inigualável (Photos by Rino Petrosino/Mondadori via Getty Images)

Roberto Carlos completa 80 anos nesta segunda-feira (19). Chamado de "Rei" pela primeira vez por Chacrinha nos anos 1960, o cantor e compositor não só assumiu o apelido como o fez por merecer desde então: são mais de seis décadas de sucesso, praticamente um período monárquico, sendo o cantor brasileiro que mais vendeu discos no mundo. Em uma jornada tão longa, são tantos sucessos que fica até difícil lembrar e listar todos eles.

Fazendo justiça à discografia do filho mais ilustre de Cachoeiro de Itapemirim (ES), selecionamos nesta data especial algumas canções impecáveis do cantor que talvez não sejam lembradas na celebração. Esquecidas por boa parte do público, elas mostram a versatilidade do artista como intérprete e compositor e revelam influências sonoras pouco exploradas recentemente em seu especial de fim de ano na TV Globo. Pegue os fones de ouvido e aprecie o lado B do grande artista brasileiro.

The Brasilian singer Roberto Carlos posing in a Venetian 'calla'; in the background you can see the street with hanging clothes from a window to another. Venice, Italy, 1971. (Photo by Mondadori via Getty Images)
Roberto Carlos em Veneza, na Itália, em 1971. (Photo by Mondadori via Getty Images)

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O Astronauta

Um ano depois do astronauta Neil Alden Armstrong pisar na lua, Roberto Carlos demonstrou o seu fascínio com a missão espacial Apollo 11 na música "O Astronauta". Relatando um sonho que teve, o cantor desabafa sobre o fardo humano e diz que gostaria de viver no espaço sideral (uma coisa meio Doutor Manhattan, de "Watchmen"). Antes dessa pérola lançada no disco de 1970, o Rei já havia falado do satélite natural sem a mesma ambição em “Na Lua Não Há”, de 1963.

Se Eu Pudesse Voltar no Tempo

No mesmo disco de 1970, Roberto Carlos expôs suas culpas e arrependimentos numa faixa que mistura instrumentos de sopro com os metais da soul music. Certamente, um dos arranjos mais bonitos da discografia do Rei. O único defeito da música é que ela acaba logo, antes de completar três minutos.

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Uma Palavra Amiga

Fechando as menções ao excelente disco de 1970, relembramos uma das músicas românticas mais honestas do Rei. Abrindo a canção com o verso "Eu preciso de você/Muito mais do que lhe quero", o cantor surpreende ao ouvinte ao dizer no refrão que precisa mesmo de um conselho de algum amigo para parar de choramingar pela amor perdido por aí.

À Janela

Abrindo o disco de 1972, Roberto Carlos relata as dúvidas de um jovem que pensa em sair de casa por causa dos conflitos com os pais e acaba desistindo por medo de se arrepender com o mundo de fora, visto da janela. Sem diálogo familiar, ele se resigna sobre as discussões e aborrecimentos: "coisas da vida, choque de opiniões". Praticamente uma ode à terapia (talvez não por acaso presente no mesmo álbum de "O Divã").

Por Motivos de Força Maior

Uma canção de desentendimento amoroso que ganha o ouvinte pelo suspense. Antes de começar a discussão com a pessoa amada, sem especificar exatamente o motivo do conflito (daí os "motivos de força maior"), Roberto Carlos descreve o ambiente de forma primorosa e poética: "Então, cheguei sozinho/E quis rever a nossa casa/O desalinho dos cabelos disfarcei/O muro mal pintado/Algumas flores escondidas/Degraus empoeirados/A varanda esquecida/No meio de uma sala o tapete/No fim do corredor/A porta do nosso quarto/Que guardava/Antigas frases e atitudes inseguras/Todos os erros".

Preciso Chamar a Sua Atenção

Muito se fala na "fase Motel" do Roberto Carlos. Entre todas as músicas mais saidinhas do Rei gravadas no meio da década de 1970, nenhum verso surpreende tanto a atenção quanto o que finaliza este clássico esquecido: "só me falta ficar nu para chamar a sua atenção".

Traumas

A música que expõe o drama do acidente que o fez perder a perna direita. Aos 6 anos, ele brincava nos trilhos perto de casa, em Cachoeiro do Itapemirim (ES), quando foi atingido por um trem. "Meu pai um dia me falou/ Pra que eu nunca mentisse/ Mas ele também se esqueceu/ De me dizer a verdade/ Da realidade do mundo/ Que eu ia saber/ Dos traumas que a gente só sente/ Depois de crescer/ Falou dos anjos que eu conheci/ No delírio da febre que ardia/ No meu pequeno corpo que sofria/ Sem nada entender".

A Namorada

Composta por Carlos Colla e Maurício Duboc, este hit esquecido do disco de 1971 (chamado por muitos de "Detalhes" por causa do sucesso da música que abre o álbum) tem um dos melhores refrãos da carreira de Roberto: "A namorada à minha espera/Meu refúgio, meu regresso, minha vida, meu amor/Você, uma lembrança, uma esperança/O sonho mais bonito que viveu pra se acabar".

Rotina

Nesta música de 1973, Roberto Carlos novamente mostra todo o seu potencial como narrador do cotidiano. Na letra, o cantor se imagina como um trabalhador que se vê obrigado a pegar condução e bater o cartão, enquanto se lembra da mulher amada na cama ao acordar. A faixa fez sucesso no lançamento, mas por algum motivo acabou desaparecendo dos setlists do Rei.

Olhando Estrelas

Roberto Carlos odeia o álbum "Louco por Você", tendo proibido o seu relançamento. Apesar de um pouco confuso, o álbum, no entanto, tem ótimos momentos, como "Olhando Estrelas", versão graciosa da música "Look for a Star", de Garry Miles. Não confundir com a música homônima lançada pelo cantor em 1981.

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