É #FAKE que vídeo mostre votos de uma mesma zona eleitoral aparecendo de forma divergente no aplicativo do TSE e no boletim de urna

Roberta Pennafort, CBN
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Um vídeo que tem viralizado nas redes sociais faz uma denúncia. Diz que houve uma divergência entre o número de votos obtidos por candidatos a vereador em Rio Branco (AC) computados no aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os exibidos no boletim de urna. Mas é #FAKE.

Não se trata de uma divergência de dados de uma mesma urna que constam de uma fonte de informação e de outra, mas de urnas de zonas eleitorais diferentes, segundo o TSE.

No vídeo, o homem mostra no aplicativo de celular os números de uma seção da zona 9, mas o boletim de urna – documento que é impresso no final do dia das eleições com todos os votos computados em cada equipamento para todos os candidatos – tem informações da zona 1; daí a diferença.

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que é falso o vídeo que circula nas redes sociais em que eleitores tentam demonstrar suposta fraude ocorrida na Seção Eleitoral 386, na cidade de Rio Branco (AC). O vídeo faz uma comparação entre dados obtidos de zonas eleitorais diferentes”, diz um comunicado oficial.

“No aplicativo ‘Resultados’, mostrado em um aparelho de celular, a zona eleitoral informada é a de número 9, mas o boletim de urna reflete dados da zona de número 1. Por isso, há a divergência de informações. Houve, portanto, comparação de dados de locais diferentes de votação.”

A nota do TSE ressalta que os números referentes à apuração são públicos, “conferíveis” e “auditáveis”, e disponíveis em seu site. Em dia de eleição, reitera o TSE, o presidente da mesa liga a urna diante dos fiscais de partidos políticos, e emite o relatório da zerésima, para demonstrar que não há qualquer fraude.

Após o fim da votação, a urna emite, então, o boletim, em cinco vias, entregues a partidos. Quem quiser mais informações ainda pode pedir acesso aos dados ao juiz da respectiva zona eleitoral, lembra o TSE.

Essa é apenas uma das mensagens que circulam “provando” que as urnas eletrônicas não são confiáveis, e que propiciam fraudes eleitorais. A equipe do Fato ou Fake já desmentiu uma série delas; por exemplo, a que afirma que o supercomputador do TSE que totaliza votos é passível de manipulação, que a estabilidade de votos na apuração é sinal de que os números não são fiéis à realidade, e que as urnas são facilmente corrompidas. Segundo o TSE, não há qualquer registro de irregularidades desde 1996, quando o Brasil adotou as urnas eletrônicas.